The Silenced

Depois de tantos meses com esse filme no topo da lista de indicações na Netflix, resolvi dar um chance. Regra máxima de não saber muito e sem ver trailer, contando apenas com a mínima e quase nada informativa sinopse da Netflix. O que resultou? Vem ler comigo…

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The Silenced

Título original: Gyeongseonghakyoo: Sarajin Sonyeodeul (2015)

Direção: Lee Hae-Young (II)

Gênero: Suspense, Mistério, Thriller, Terror

Duração: 99 minutos

Sinopse: Joo-Ran, uma menina doente, se transferências para um novo internato para recuperar a saúde. Mas ela descobre que as alunas estão desaparecendo e percebe mudanças anormais acontecendo com seu corpo. Ela suspeita que a escola é responsável pelo o que está acontecendo e tenta descobrir o segredo que está escondido.


Trailer:

 


Sobre o filme:

Tem indicação de filme de terror em alguns lugares, mas eu não o definiria assim. Tem muito mais do suspense e mistério, quase um thriller que guarda surpresas que usar o termo terror pode levar o expectador a ter uma idéia muito errada, já que as pessoas já são levadas a esperar por algo sobrenatural, de monstro ou algo muito gore. Mas tirando isso, vamos ao ponto.

Filme sutil, com um ar de mistério que por si só já deixa uma tensão no ar. E a estética do filme, o que dizer além de elogiar? Seria bem difícil não me encantar pelas sutilezas e cores.

Vale uma chance para conhecer.

 

 

 

Magia ao Luar

Em busca de algo leve para assistir, com dois atores que eu gosto muito e me deparo com esse filme. Confesso que só vi que era do Woody Allen, diretor que eu tenho evitado um pouco devido a algumas controvérsias. E mesmo gostando muito do Collin Firth e da Emma Stone eu não sabia como seria a relação de ambos em tela juntos, e lá fui eu me arriscar em um filme às cegas – mais pelos dois atores e sem saber nada da história e como seria.

Resultado de imagem para magia ao luar posterMagia ao Luar

Título original: Magic in the Moonlight (2014)

Direção: Woody Allen

Gênero: Romance, Comédia, Drama

Duração: 97 minutos

Sinopse: Stanley (Colin Firth), um talentoso mágico, é contratado para desmascarar uma simpática jovem que afirma ser médium. Inicialmente cético, ele aos poucos começa a duvidar de suas certezas e se vê cada vez mais encantado pela jovem Sophie (Emma Stone).

 

 


Trailer:


 

Escrivinhando sobre o filme:

Não saber o que esperar e não ter expectativa é sempre uma boa, na verdade uma ótima chance de não ter uma decepção e se desencantar. E tendo em vista que eu tinha em mente apenas como seria a interação entre Colin e Emma, fui presenteada com uma bela surpresa – bela e agradável.

Uma história bem aos moldes de ‘Orgulho e Preconceito’, onde a jovem de origem simples, humilde e até mesmo duvidosa vai chamar a atenção do homem com uma origem e estrutura confortável dentro da sociedade e que questiona as qualidades da moça e tenta provar que ela não pertence àquele meio, e até desmascará-la. E como já esperado pela linha do filme, mesmo pelo diretor, vai render uma tensão romântica entre o casal. Leve e gostoso de ver, com figurinos de cair o queixo e locações encantadoras. A história te deixa a pergunta entre o que é mais válido a lógica e a emoção.

Está no catálogo da Netflix, e vale para aquela tarde ou noite que pede um pouco de romance e um filme leve para curtir.

Logan

 

Daí você se prepara para ver o último filme do Hugh Jackman como Wolverine, imagina que vai ser bom depois de criar expectativa com o trailer e o hype. Mas será que vai ser realmente essa coisa toda? Vem ver…

Resultado de imagem para logan poster cinema nacionalLOGAN

Título original: Logan (2017)

Direção: James Mangold

Roteiro: Michael Green, David James Kelly

Sinopse: Em 2024, os mutantes estão em declínio e as pessoas não sabem o motivo. Uma organização está transformando as crianças mutantes em assassinas e Wolverine, a pedido do Professor Xavier, precisa proteger a jovem e poderosa Laura Kinney, conhecida como X-23. Enquanto isso, o vilão Nathaniel Essex amplia seu projeto de destruição.


Trailer:


Sobre o filme:

Depois de 17 anos acompanhando Hugh Jackman como Wolverine, chegou a hora de se despedir dessa dupla. Foi também a despedida do querido Isaac Bardavid como dublador deste personagem depois de tantos anos (23 anos) dando voz e vida ao personagem carrancudo e tão amado.  Ninguém disse que seria fácil, e realmente não foi, mas pelo menos foi em um filme que honrou e deu ao personagem e ao público um encerramento digno e emocionante.

Logan não é um filme sobre heróis, mas sim um filme sobre a vida, sobre envelhecer e também sobre amizade e companheirismo. Ele tem mais do que uma história de ficção de mutantes com poderes, fala de superar e sobre perder. E assim como essas coisas não são fáceis mas dolorosas, também é o filme – de uma forma boa. Mas muita calma, ainda é um filme com e do Wolverine, então tem sim muita ação e violência, então essa mistura entre o drama e a pancadaria são feitos de um forma tão bem feita que se justifica dentro da trama.

Essa despedida não só de Logan, mas também de Patrick Stewart como Professor Xavier e talvez até de uma fase dos X-Men como tínhamos até o momento – um futuro novo reboot quem sabe? Mas o importante é que aqui temos um filme que valeu a espera. E mais uma coisa, o choro e a emoção são livres.

Sob a Sombra

Filme de terror pode ir além do susto, pode levar mensagem mais profunda e pode emocionar também. Dentro dessa linha Sob a Sombra traz um questionamento que vai além do sobrenatural e faz refletir.

SOB A SOMBRA

Título Original: Zir-e Sayeh (Under the Shadow) (2016)

Sinopse: Teerã, 1988. A guerra entre Irã e Iraque ressoa pelo seu oitavo ano. Uma mãe e sua filha ficam pouco a pouco dilaceradas com as campanhas de bombardeio sobre a cidade junto com a sangrenta revolução do país. Lutando diariamente para ficarem juntas em meio aos terrores, um misterioso mal ronda o apartamento onde elas moram.


Trailer: não encontrei com legendas em português, mas o filme é fácil de encontrar – está no catálogo da Netflix.


Sobre o filme:

Se você quer um filme de terror que te deixe tenso e ao mesmo tempo te faça pensar em mais do que os sustos esse é um bom filme para você. Mais que sustos e o sobrenatural, tem um questionamento ali sobre o medo constante nessas regiões de conflito e ataques. O mal ali apresentado pode ser mais que o mito e ser uma analogia ao medo e ao real terror enfrentado por quem vive nessas condições. O filme se passa em 1988, mas não tem como não relacionar com a situação atual da Síria e os ataques constantes e a situação de quem decide ficar e tentar manter a vida nesses lugares.


Já assisitu? Gostou da dica? Deixe uma mensagem!

Tem teaser 3ª temporada de Unbreakable Kimmy Schmidt

E depois do teaser de Grace and Frankie, a Netflix me solta o teaser da nova e 3ª temporada de Unbreakable Kimmy Schmidt com o Titus fazendo a Beyoncé e seu Lemonade.

Agora como faz, para esperar esse lacre até maio?

Como faz para segurar os forninhos?rs

Esperando para que o desenrolar da nova temporada arrume o final da segunda em relação ao Reverendo e Kimmy, mas que continue lindamente maravilhosa com Titus, Lillian e Jacqueline.

E você, confia?

 

Grace & Frankie – Teaser 3ª temporada

Saiu teaser da 3ª temporada de Grace & Frankie e eu já estou como? Calcule a ansiedade. Praticamente só com a data e uma piadinha brincando com um dos assuntos bem abordados na 2ª temporada, desconstruindo lindamente a forma como vemos e falamos – na verdade passamos a dar atenção – do sexo depois dos 60. Quebrando tabus, vergonhas e fazendo a gente pensar e rir.

Agora é esperar até 24 de março para reencontrar Grace, Frankie, Sol e Robert.

Teaser ousado dessa série que você respeita!

 

O que a gente diz depois disso?rs

 

Atualização: Saiu o trailer da nova temporada, e olha só …

Santa Clarita Diet

Uma série da Netflix, com a Drew Barrymore e uma pegada meio comédia e meio “zumbi” familiar. Confesso que só de ter a Drew já me deu vontade de ver, porque ela é uma querida e sempre aposto que vai ser bom e mesmo se não é ela faz valer a pena. E tem o selo Netflix, fato que pesa bastante na confiança também.

Tem um questionamento muito bom sobre o que é estar vivo, sobre o que é a vivacidade que buscamos e perdemos nessa correria que vivemos e exigimos hoje, sobre unidade familiar. Com um toque de humor meio piegas às vezes, meio morno, mas ainda assim tem sua graça com um toque de sangue e pedaços de corpos. Tem seus momentos e diverte, passa rápido e deixa um gostinho de quero mais. Quando vi já tinha acabado e fiquei esperando a segunda temporada.

Santa Clarita Diet
1ª Temporada – 10 episódios (±29 minutos cada)

Sinopse: Em Santa Clarita Diet, Sheila (Barrymore) e Joel (Olyphant) são marido e mulher, corretores de imóveis com vidas um pouco descontentes em Santa Clarita, no subúrbio de Los Angeles, com sua filha adolescente Abby (Liv Hewnson) – até que Sheila passa por uma mudança radical que leva suas vidas a um caminho de morte e destruição… Mas de um jeito bom. Depois de ter alguns problemas, Sheila acaba vomitando o próprio coração e passa a comer apenas carne humana. Sempre apoiada pela família, Sheila embarca nessa nova jornada morta-viva, ficando cada dia mais linda e disposta com a nova dieta milagrosa.

 


Trailer:

 

Além dos trailers e teasers, o que dizer das chamadas criativas da Netflix no maior estilo zueiro possível, com direito a paródia daquelas propagandas clássicas e bem bizarras dos programas de venda (estilo anos 80/90 para a eternidade e além)?

 

A Chegada (Arrival)

Só tenho a agradecer por todas as indicações que li e ouvi nos podcasts RapaduraCast e Mamilos, em especial a dica de como ver/o que esperar. Um disclaimer bom foi que apesar de um filme de ficção científica, de ter a trama dos seres que chegam na terra, apesar dessas coisa o tema principal é a humanidade, a comunicação.

A Chegada
Título original: Arrival (2016)

 

Direção: Denis Villeneuve

Gênero: Drama/Ficção Científica

Duração: 1h58min

Sinopse: Naves alienígenas chegaram às principais cidades do mundo. Com a intenção de se comunicar com os visitantes, uma linguista e um militar são chamados para decifrar as estranhas mensagens dos visitantes.

 


Escrivinhando sobre o filme:

E o que dizer quando mesmo com o disclaimer que poderia ser quase um spoiler não te prepara para o que virá? Quando um filme não poderia dizer mais e ser entregue em melhor momento? A Chegada é um filme que fala de uma situação hipotética e fictícia, mas ainda assim tão verossímil e com tanta relevância ao nosso momento histórico. Em tempos que a comunicação é deixada de lado. Quando não há diálogo, mas sim as imposições e o medo, que nos guia em decisões e posições questionáveis.

É interessante como ele passeia, quase brincando, pelas nossas conclusões ao longo da apresentação da personagem Louise. Ele não mente ou te engana, mas te apresenta as coisas sem explicar, e você vai montando um teoria, para depois descobrir que não era o que você deduzia. Além disso, ele não fica te explicando as coisas… sabemos e aprendemos junto com os personagens, somos colocados ao lado deles para evoluir no entendimento juntamente com eles. E descobrir a revelação, junto com Louise, é importante para preservar a experiência, então vou manter o controle e segurar os Spoilers. Mas digo que pela primeira vez consegui ver Amy Adams e adimirar o trabalho dela como atriz, sem notar que ela estava se esforçando para atuar… mas apenas acreditar nas emoções e me deixar levar pela história.

Fico por aqui, com a indicação de que vejam o filme e se permitam descobrir essa história.

 


Trailer:

Estrelas Além do Tempo (Hidden Figures)

Sabe quando você ouve as pessoas falarem de um filme, série, livro ou seja lá o que for. E de tanto ouvir você começa a duvidar ou se perguntar dos motivos de tanto comentário? Enfim, eis um pouco do que foi com La La Land e agora com Estrelas Além do Tempo. Então vamos aproveitar o espaço e falar desse filme que chega hoje aos cinemas no Brasil. Tive a oportunidade de assistir na terça, na sessão de pré-estréia que Fox Film do Brasil disponibilizou juntamente com o Papel Pop e o Podcast Um Milkshake Chamado Wanda. Só tenho a agradecer a todos.

 

Estrelas Além do Tempo

Título original Hiden Figures (2016)

Dirigido por: Theodore Melfi

Duração: 2h07min
Gênero: Drama/Comédia dramática
País de origem: EUA

Sinopse: No auge da corrida espacial travada entre Estados Unidos e Rússia durante a Guerra Fria, uma equipe de cientistas da NASA, formada exclusivamente por mulheres afro-americanas, provou ser o elemento crucial que faltava na equação para a vitória dos Estados Unidos, liderando uma das maiores operações tecnológicas registradas na história americana e se tornando verdadeiras heroínas da nação.

 


Escrivinhando sobre o filme:

Um filme baseado em fatos reais, em mulheres reais que vão além do que as pode definir, seja por seu gênero ou pela cor de sua pele, em momentos na história americana em que a segregação era como um direito ou como algo aceitável aos olhos da lei em determinados lugares. E o mais assustador é perceber que isso tudo foi a tão pouco tempo em quesitos históricos, de uma forma geral, e até o medo que começou a surgir após essa última eleição nos EUA, com a escolha de um candidato não só controverso (para falar o mínimo) e com um discurso um tanto absurdo, mas em especial pela maioria dos seus apoiadores que apresentam posturas não só misóginas, mas principalmente preconceituosas. De forma geral, filmes assim, que nos fazem olhar para o passado são importantes para nos lembrar do quanto evoluímos e de como precisamos cuidar para não retrocedermos.

A beleza com que o filme toca nesse tema, com tanta delicadeza e sensibilidade que consegue passear entre momentos de tensão e aquele sorriso leve. O trio principal, não deixa margem para dizer algo que não seja um elogio sonoro e esfuziante. Taraji P. Henson interpretando Katherine Johnson, Octavia Spencer
como Dorothy Vaughn e Janelle Monáe como Mary Jackson nos brindam com muita emoção e uma química em tela que me faz querer rever o filme em looping eterno.

A cada conquista, em cada novo obstáculo, em toda busca que elas tiveram, foram mais do que pensavam delas – eram amigas, mulheres, esposas, mães, filhas, sonhadoras, lutadoras, mentes brilhantes, estrelas persistentes que continuaram a brilhar mesmo com tudo que o mundo poderia fazer para tentar anular todo e qualquer esforço delas.
Além de mulheres e negras e todos os preconceitos já imagináveis naquele momento, elas tinham ainda que enfrentar o preconceito de serem inteligentes e pensar além do que era permitido num mundo em que os homens delimitavam, homens brancos que não aceitavam o sucesso e a sabedoria que pudesse vir de figuras vistas como inferiores. E apesar de tudo, elas não se perderam de si mesmas, não deixaram o mundo calar a voz interior… e como dito no filme pela personagem Mary Jackson, ousaram ser as primeiras num mundo que jogava a linha de chegada cada vez mais distante de cada passo que elas alcançavam.

“Essas mulheres não reclamavam, elas se focavam e resolver.”

Um filme para ser visto, independente do seu gênero e da sua cor, idade ou motivação.

 


Trailer:

Comer Rezar Amar (filme)

Numa pausa reflexiva finalmente encarei o filme. Esperava algo e de certa forma foi um pouco do que imaginava, com uma pitada de algo a mais que falou com aqueles questionamentos internos que a gente geralmente evita.

Comer Rezar Amar

Título original: Eat Pray Love (2010)

Dirigido por: Ryan Murphy

Duração: 2h 20min
Gênero: Drama/Romance
País de origem: EUA

Sinopse: Liz Gilbert pensa que ela tinha tudo que queria na vida: uma casa, um marido e uma carreira de sucesso. Porém recém-divorciada e de frente para um momento de mudança, ela se sente confusa sobre o que é importante em sua vida. Ousando sair da sua zona de conforto, Liz embarca em uma busca de auto-descoberta que a leva à Itália, à Índia e a Bali.

*Está disponível no catálogo da Netflix


Escrivinhando sobre o filme:

A forma como você avalia o filme pode variar de acordo com o momento em que você está. Se fosse em outro momento, talvez eu também visse de outra forma e teria gostado um pouco menos. E não necessariamente a personagem da Liz tem tanto carisma que crie a ligação necessária para se apegar – mesmo sabendo que ela é inspirada numa personagem real ou mesmo com o enorme carisma da Julia Roberts – no filme em alguns momentos ficou faltando algo que desse mais profundidade à Liz. Mas no geral, os questionamentos são válidos e interessantes.

A busca por auto reconhecimento, depois de anos de se deixar definir pelos outros, pelas relações, pelo trabalho ou qualquer outra coisa que não seja o eu. E descobrir que nós somos essa mistura, somos um pouco de tudo que nos define, mas precisamos aprender a lidar com isso, respeitar e compreender.

As imagens são lindas, os lugares visitados são de tirar o ar e de querer fazer a mesma coisa – por o pé no mundo para conhecer, absorver tanta beleza, toda novidade, tanta cultura. Mas ainda me dói pensar que para uma pessoas que ficou sem nada, conseguir fazer toda aquela via sacra, seria no mínimo meio complicado no quesito de logística. Mas apesar disso, ignorando essa parte e a de não entender muito como é possível – com toda a suspensão de descrença ativada – é uma agradável sensação de embarcar com ela para para se permitir experimentar essas descobertas.

Sim, é sofrível ver o Ravier Barden encarnando um brasileiro e arranhando no português, quando temos tantos atores bons. Mas cá entre nós, quem chamaria mais público? Fez tanta diferença assim? Eu aceitei, respirei fundo e segui a viagem, no fim ficou em segundo plano essa parte – ele poderia ser de qualquer origem – o que realmente importava era a emoção e as motivações dele, mais que saber de onde ele vinha e se o ator era mesmo de lá.

No geral, um filme leve, com bons questionamentos sobre o indivíduo em sua busca por se conhecer.


Trailer:

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