Monthly Archive: fevereiro 2016

Como eu era antes de você

Tem fases em que a gente busca livros de um certo tipo, ou um tipo de autor e seus similares, e então muitos de nós entra numa espécie de vórtice. Não sei se você também faz assim, mas sofro lindamente da síndrome do vórtice. Ela serve para quase tudo na verdade, como livros, autores, filmes, séries, e toda e qualquer outra coisa que possa ser colocada numa categoria.
Faz um tempo eu entrei no vórtice de livros de romances leves, daí descobri a Marian Keyes e não foi uma fase bem longuinha desse gênero, ainda mais depois de alguns livros de terror e George R R Martin.
E depois veio a curiosidade por uma autora que estava em todas as prateleiras por onde eu passava e com um nome bem curiosamente fofo, Jojo Moyes, e me rendi ao “Como eu era antes de você”. Vou aproveitar para falar dele por conta do filme que está para sair. (mais…)

Filme: Chef

61761-71Gostar de comida já faz parte da rotina de muitos nós, mas além disso fazer dela uma arte e uma profissão é coisa de Chef. E assim se chama o filme do qual vamos conversar hoje. Jon Favreau dirige o longa e também atua como protagonista dessa produção que é simples e quase independente. Temos algumas presenças conhecidas das grande telas como Dustin Hoffman, Scarlett Johansonn, Robert Downey Jr., John Leguizamo e a minha querida Sofia Vergara. (mais…)

Documentário: AMY

Eu não conhecia muito da carreira ou vida conturbada de Amy, pelo menos nada muito além do que estava constantemente estampado em  manchetes ou programas de fofoca com as fotos que anunciavam um possível fim trágico de uma jovem e talentosa artista.  Justamente pelo grande furdúncio após sua morte, eu evitei por um tempo ver documentários póstumos até por que eles pareciam mais se tratar de oportunismo do que outra coisa.amy2

Com a chegada do documentário ao Netflix, eu deixei de procrastinar e finalmente fui assistir. Daí a procrastinação ficou para escrever, já que leva um tempo para digerir um pouco como nós (generalizando total e completamente) nos alimentamos das imagens e das piores histórias das outras pessoas e essa nossa mania de consumir desgraça e regojizar do drama e tristeza alheia – sei que tudo isso forma um mesmo bloco de coisas… Mas AMY traz um relato muito bem estruturado e muito delicado de como era a Amy que não conhecemos e como o mundo mudou para ela por conta do sucesso.

Construído com a narrativa de suas letras (mais…)

Documentário – India’s Daughter

Além de suspenses e comédias, ou aquele terror trash que é ruim mas adoramos ver… Existe a necessidade de ver a seriedade das coisas, e para isso temos documentários para trazer luz a alguns assuntos que costumam ficar escondidos. Entre tantos assuntos, com tanta conversa que tenho ouvido e lido sobre gênero e de que como mesmo em pleno 2015/2016 estamos à mercê de conceitos tão absurdos e machistas, resolvi criar coragem e finalmente ver o documentário India’s Daughter. Digo “criar coragem”, pois apesar de já ter visto sobre o caso nos noticiários, mas devido à brutalidade do caso eu estava receosa de assistir por conta da abordagem, mas fui surpreendida. Sim, é forte e de cortar o coração quando são relatados os detalhes do que aconteceu.

Ao conhecer os pais da jovem Jyoti Singh já me senti arrebatada de uma dor e um sentimento que não sei nomear. A superação desta família desde a criação e empoderação desta jovem estudante de medicina que ousou sonhar, e pais que abriram mão de conceitos tradicionais e investiram no estudo e na futura carreira de uma filha mesmo quando outros diziam que era absurdo. Ver a comoção que o caso teve e de como a cultura local é tão contraditória quando diz que a mulher é como uma flor e quase a coloca em um pedestal e ao mesmo tempo desumaniza e desvaloriza a imagem da mulher como sendo inferior ao homem em tantos sentidos. Ouvir dos próprios advogados – pessoas estudadas que têm o conhecimento da lei – que a mulher é tão ou mais culpada pelo estupro que o homem. Que as mulheres se deixam levar pelos filmes e pensam que podem fazer coisas que elas não podem, pois a cultura deles está correta e as mulheres não têm espaço. Ver e ouvir isso choca, assim como o fato dos culpados não demonstrarem nenhum remorso, e ainda que eles estavam ensinando uma lição para que ela aprendesse seu lugar e que deveria ter aceitado e se mantido em silêncio. (mais…)

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