TV & Film

The Silenced

Depois de tantos meses com esse filme no topo da lista de indicações na Netflix, resolvi dar um chance. Regra máxima de não saber muito e sem ver trailer, contando apenas com a mínima e quase nada informativa sinopse da Netflix. O que resultou? Vem ler comigo…

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The Silenced

Título original: Gyeongseonghakyoo: Sarajin Sonyeodeul (2015)

Direção: Lee Hae-Young (II)

Gênero: Suspense, Mistério, Thriller, Terror

Duração: 99 minutos

Sinopse: Joo-Ran, uma menina doente, se transferências para um novo internato para recuperar a saúde. Mas ela descobre que as alunas estão desaparecendo e percebe mudanças anormais acontecendo com seu corpo. Ela suspeita que a escola é responsável pelo o que está acontecendo e tenta descobrir o segredo que está escondido.


Trailer:

 


Sobre o filme:

Tem indicação de filme de terror em alguns lugares, mas eu não o definiria assim. Tem muito mais do suspense e mistério, quase um thriller que guarda surpresas que usar o termo terror pode levar o expectador a ter uma idéia muito errada, já que as pessoas já são levadas a esperar por algo sobrenatural, de monstro ou algo muito gore. Mas tirando isso, vamos ao ponto.

Filme sutil, com um ar de mistério que por si só já deixa uma tensão no ar. E a estética do filme, o que dizer além de elogiar? Seria bem difícil não me encantar pelas sutilezas e cores.

Vale uma chance para conhecer.

 

 

 

A Chegada (Arrival)

Só tenho a agradecer por todas as indicações que li e ouvi nos podcasts RapaduraCast e Mamilos, em especial a dica de como ver/o que esperar. Um disclaimer bom foi que apesar de um filme de ficção científica, de ter a trama dos seres que chegam na terra, apesar dessas coisa o tema principal é a humanidade, a comunicação.

A Chegada
Título original: Arrival (2016)

 

Direção: Denis Villeneuve

Gênero: Drama/Ficção Científica

Duração: 1h58min

Sinopse: Naves alienígenas chegaram às principais cidades do mundo. Com a intenção de se comunicar com os visitantes, uma linguista e um militar são chamados para decifrar as estranhas mensagens dos visitantes.

 


Escrivinhando sobre o filme:

E o que dizer quando mesmo com o disclaimer que poderia ser quase um spoiler não te prepara para o que virá? Quando um filme não poderia dizer mais e ser entregue em melhor momento? A Chegada é um filme que fala de uma situação hipotética e fictícia, mas ainda assim tão verossímil e com tanta relevância ao nosso momento histórico. Em tempos que a comunicação é deixada de lado. Quando não há diálogo, mas sim as imposições e o medo, que nos guia em decisões e posições questionáveis.

É interessante como ele passeia, quase brincando, pelas nossas conclusões ao longo da apresentação da personagem Louise. Ele não mente ou te engana, mas te apresenta as coisas sem explicar, e você vai montando um teoria, para depois descobrir que não era o que você deduzia. Além disso, ele não fica te explicando as coisas… sabemos e aprendemos junto com os personagens, somos colocados ao lado deles para evoluir no entendimento juntamente com eles. E descobrir a revelação, junto com Louise, é importante para preservar a experiência, então vou manter o controle e segurar os Spoilers. Mas digo que pela primeira vez consegui ver Amy Adams e adimirar o trabalho dela como atriz, sem notar que ela estava se esforçando para atuar… mas apenas acreditar nas emoções e me deixar levar pela história.

Fico por aqui, com a indicação de que vejam o filme e se permitam descobrir essa história.

 


Trailer:

Estrelas Além do Tempo (Hidden Figures)

Sabe quando você ouve as pessoas falarem de um filme, série, livro ou seja lá o que for. E de tanto ouvir você começa a duvidar ou se perguntar dos motivos de tanto comentário? Enfim, eis um pouco do que foi com La La Land e agora com Estrelas Além do Tempo. Então vamos aproveitar o espaço e falar desse filme que chega hoje aos cinemas no Brasil. Tive a oportunidade de assistir na terça, na sessão de pré-estréia que Fox Film do Brasil disponibilizou juntamente com o Papel Pop e o Podcast Um Milkshake Chamado Wanda. Só tenho a agradecer a todos.

 

Estrelas Além do Tempo

Título original Hiden Figures (2016)

Dirigido por: Theodore Melfi

Duração: 2h07min
Gênero: Drama/Comédia dramática
País de origem: EUA

Sinopse: No auge da corrida espacial travada entre Estados Unidos e Rússia durante a Guerra Fria, uma equipe de cientistas da NASA, formada exclusivamente por mulheres afro-americanas, provou ser o elemento crucial que faltava na equação para a vitória dos Estados Unidos, liderando uma das maiores operações tecnológicas registradas na história americana e se tornando verdadeiras heroínas da nação.

 


Escrivinhando sobre o filme:

Um filme baseado em fatos reais, em mulheres reais que vão além do que as pode definir, seja por seu gênero ou pela cor de sua pele, em momentos na história americana em que a segregação era como um direito ou como algo aceitável aos olhos da lei em determinados lugares. E o mais assustador é perceber que isso tudo foi a tão pouco tempo em quesitos históricos, de uma forma geral, e até o medo que começou a surgir após essa última eleição nos EUA, com a escolha de um candidato não só controverso (para falar o mínimo) e com um discurso um tanto absurdo, mas em especial pela maioria dos seus apoiadores que apresentam posturas não só misóginas, mas principalmente preconceituosas. De forma geral, filmes assim, que nos fazem olhar para o passado são importantes para nos lembrar do quanto evoluímos e de como precisamos cuidar para não retrocedermos.

A beleza com que o filme toca nesse tema, com tanta delicadeza e sensibilidade que consegue passear entre momentos de tensão e aquele sorriso leve. O trio principal, não deixa margem para dizer algo que não seja um elogio sonoro e esfuziante. Taraji P. Henson interpretando Katherine Johnson, Octavia Spencer
como Dorothy Vaughn e Janelle Monáe como Mary Jackson nos brindam com muita emoção e uma química em tela que me faz querer rever o filme em looping eterno.

A cada conquista, em cada novo obstáculo, em toda busca que elas tiveram, foram mais do que pensavam delas – eram amigas, mulheres, esposas, mães, filhas, sonhadoras, lutadoras, mentes brilhantes, estrelas persistentes que continuaram a brilhar mesmo com tudo que o mundo poderia fazer para tentar anular todo e qualquer esforço delas.
Além de mulheres e negras e todos os preconceitos já imagináveis naquele momento, elas tinham ainda que enfrentar o preconceito de serem inteligentes e pensar além do que era permitido num mundo em que os homens delimitavam, homens brancos que não aceitavam o sucesso e a sabedoria que pudesse vir de figuras vistas como inferiores. E apesar de tudo, elas não se perderam de si mesmas, não deixaram o mundo calar a voz interior… e como dito no filme pela personagem Mary Jackson, ousaram ser as primeiras num mundo que jogava a linha de chegada cada vez mais distante de cada passo que elas alcançavam.

“Essas mulheres não reclamavam, elas se focavam e resolver.”

Um filme para ser visto, independente do seu gênero e da sua cor, idade ou motivação.

 


Trailer:

Comer Rezar Amar (filme)

Numa pausa reflexiva finalmente encarei o filme. Esperava algo e de certa forma foi um pouco do que imaginava, com uma pitada de algo a mais que falou com aqueles questionamentos internos que a gente geralmente evita.

Comer Rezar Amar

Título original: Eat Pray Love (2010)

Dirigido por: Ryan Murphy

Duração: 2h 20min
Gênero: Drama/Romance
País de origem: EUA

Sinopse: Liz Gilbert pensa que ela tinha tudo que queria na vida: uma casa, um marido e uma carreira de sucesso. Porém recém-divorciada e de frente para um momento de mudança, ela se sente confusa sobre o que é importante em sua vida. Ousando sair da sua zona de conforto, Liz embarca em uma busca de auto-descoberta que a leva à Itália, à Índia e a Bali.

*Está disponível no catálogo da Netflix


Escrivinhando sobre o filme:

A forma como você avalia o filme pode variar de acordo com o momento em que você está. Se fosse em outro momento, talvez eu também visse de outra forma e teria gostado um pouco menos. E não necessariamente a personagem da Liz tem tanto carisma que crie a ligação necessária para se apegar – mesmo sabendo que ela é inspirada numa personagem real ou mesmo com o enorme carisma da Julia Roberts – no filme em alguns momentos ficou faltando algo que desse mais profundidade à Liz. Mas no geral, os questionamentos são válidos e interessantes.

A busca por auto reconhecimento, depois de anos de se deixar definir pelos outros, pelas relações, pelo trabalho ou qualquer outra coisa que não seja o eu. E descobrir que nós somos essa mistura, somos um pouco de tudo que nos define, mas precisamos aprender a lidar com isso, respeitar e compreender.

As imagens são lindas, os lugares visitados são de tirar o ar e de querer fazer a mesma coisa – por o pé no mundo para conhecer, absorver tanta beleza, toda novidade, tanta cultura. Mas ainda me dói pensar que para uma pessoas que ficou sem nada, conseguir fazer toda aquela via sacra, seria no mínimo meio complicado no quesito de logística. Mas apesar disso, ignorando essa parte e a de não entender muito como é possível – com toda a suspensão de descrença ativada – é uma agradável sensação de embarcar com ela para para se permitir experimentar essas descobertas.

Sim, é sofrível ver o Ravier Barden encarnando um brasileiro e arranhando no português, quando temos tantos atores bons. Mas cá entre nós, quem chamaria mais público? Fez tanta diferença assim? Eu aceitei, respirei fundo e segui a viagem, no fim ficou em segundo plano essa parte – ele poderia ser de qualquer origem – o que realmente importava era a emoção e as motivações dele, mais que saber de onde ele vinha e se o ator era mesmo de lá.

No geral, um filme leve, com bons questionamentos sobre o indivíduo em sua busca por se conhecer.


Trailer:

La La Land : Cantando as Estações

Numa ansiedade enorme para conferir nos cinemas o filme que vem se destacando e colecionando indicações. E Já aproveitando que se trata de um musical com cara de nostalgia pura, aproveitei e conferi na sessão Drive-In lá no Cine Belas Artes Caixa, com direito a banco de carro e conforto com uma pegada retro. Os únicos poréns são: a sala fica um pouco clara porque a lanchonete fica funcionando durante a sessão, e a reprodução não ser em alta definição plena. Mas esses dois eu decidi relevar pela experiência da sala e filme como um todo.

La La Land – Cantando as Estações

Título original: La La Land (2016)

Dirigido por: Damien Chazelle

Duração: 2h08min
Gênero: Drama / Romance / Musical / Comédia
País de origem: EUA
Classificação: Livre

Sinopse: Mia, uma aspirante a atriz, e Sebastian, um talentoso músico de jazz que está se dedicando a carreira, se encontram em uma cidade conhecida por destruir esperanças e quebrar corações. Em busca de oportunidades para suas carreiras, os dois jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.


Escrivinhando sobre o filme:

Mesmo com a expectativa no nível alto, devido tantas resenhas e indicações, não houve espaço para decepção. Imagina um misto de uma leveza, uma brisa de esperança e de sonhar, pois bem foi assim que funcionou comigo. Logo eu, que sou apaixonada por musicais ao estilo clássico da era de ouro de Hollywood, fiquei como? Lágrimas nos olhos definem da emoção de tanta delicadeza e beleza. Não só esteticamente, como o roteiro é lindamente executado.

Lembra a magia que o cinema pode proporcionar ao espectador. Com um roteiro que desafia a realidade bruta e busca o sonho e a realização desses sonhos, não se deixando engolir por um mundo que devora os sonhos para que eles se encaixem no que é considerado viável e aceitável. Indo contra a corrente da correria e do fazer por fazer para atingir algo que não é parte de você, mas ditado pelo senso comum do que é sucesso ou mesmo felicidade. É preciso que sonhemos, e não apenas isso, que tenhamos a coragem de ir atrás, mesmo que pareça louco ou irracional, sonhar é preciso.

Esse filme é um pouco sobre isso. Sobre como poder sonhar é manter a magia viva dentro de nós. Sobre como realizar esse trajeto pode ser demorado e doloroso, mas válido. E como ter pessoas que comprem essa idéia com você pode fazer a diferença. Senti que é muito sobre possibilidades/probabilidades, como as coisas acontecem de acordo com as escolhas e como tudo pode ser algo diferente a partir de uma escolha diferente.

Emma Stone sempre me deixa apaixonada em seus filmes – mesmo os mais bobos me ganham por ela. Ela parece nem estar atuando, é como se fosse ela mesma, ali toda fofa e sonhadora. Ryan Gosling consegue encantar sendo do cara mais dramático ao mais romântico e sonhador. Os dois juntos tem algo que desconcerta, que deixa você rendido e esperando pelo que virá. Sejam dançando, cantando, ou em pleno silencio enquanto se entreolham. E dá para ver que o Diretor Damien Chazelle sabe o que está fazendo, que sabe lidar com música como elemento principal~, até porque ele já tem no seu currículo o aclamado Whiplash. Dá para notar tantas referências e homenagens aos clássicos, para uma conferida tem até um vídeo que junta algumas referências bem claras que o longa faz. Dá uma olhada no vídeo:

Enfim, tentar falar sobre sem contar o final é realmente um desafio que está me torturando a esse ponto. Mas de maneira geral, mesmo que você não goste de musical como gênero, se tiver a mente aberta e se permitir experimentar, pode ter a mais grata surpresa ao assistir La La Land.


Trailer

Lista – Mais filmes para 2017

Daí você me pergunta: “Mas já não tem tantos outros filmes na sua outra lista?” E eu já peço para não me olhar feio, mas sempre tem mais, porque filme nunca é de mais.

Mais alguns filmes que chegam ainda em 2017 por aqui e que podem ser boas surpresas, ou pelos menos, podem valer uma ida ao cinema – se não chegarem a ir às telonas, vamos ter que descobrir outros modos possíveis e torcer para a distribuição ser boa.

 

1 – The book of love / The Devil and the Deep Blue Sea (ainda sem título em português)

 

Sinopse: Se sentindo incapaz de lidar com a dor de perder sua esposa recentemente, um arquiteto decide fazer amizade com uma menina introvertida e concorda em ajudá-la a construir uma jangada para atravessar o Atlântico.

Com: Jessica Biel, Maisie Williams, Jason Sudeikis

  • Pode ser clichê e batido, mas quem não se rende a um romance/drama para extravasar as emoções?

 

 

2 – Gifted (ainda sem título em português)

 

Sinopse: Frank, um homem solteiro que cria a sobrinha Mary (Mckenna Grace) em uma cidade costeira da Flórida. A garota, no entanto, é um prodígio da matemática e seu talento chama a atenção de Evelyn (Lindsay Duncan), a mãe de Frank, que tem planos que podem separar a garota do tio.

Com: Chris Evans, Mckenna Grace, Jenny Slate e Octavia Spencer

 

3 –O Zoológico de Varsóvia / The Zookeeper’s Wife

 

Sinopse: Polônia, 1939. O zoológico de Varsóvia é mantido sob o comando de Jan Zabinski e cuidados de Antonina, sua esposa. Quando o país é invadido pelos nazistas, eles são forçados a se reportar para o zoologista, Lutz Heck. Logo, Jan e Antonina começam a trabalhar com a resistência e planejam salvar centenas de vidas ameaçadas pela invasão. Baseado em fatos reais.

Com: Jessica Chastain, Daniel Brühl (Adeus Lenin e Bastardos Inglórios)

 

4 – Table 19 (ainda sem título em português)

 

Sinopse: Eloise (Anna Kendrick) deixa de ser madrinha de casamento depois de ser dispensada por torpedo pelo padrinho. Apesar disso, ela decide ir sozinha ao casamento da amiga e acaba em uma mesa de convidados aleatórios, que ela não conhece. No decorrer da festa, eles começam a conversar e Eloise começa a entender melhor cada uma daquelas pessoas.

Com: Anna Kendrick, Lisa Kudrow, Craig Robinson, Stephen Merchant

 

5 – Bingo: O Rei das Manhãs

 

Sinopse: Bingo: O Rei das Manhãs é um filme de comédia/drama brasileiro, baseado em histórias reais de um outro palhaço famoso e querido do grande público, mas por motivos de direitos autorais e outras coisas teve que ter o nome e outros detalhes modificados.

Com: Vladimir Brichta, Leandra Leal, Emanuelle Araújo, Pedro Bial

 

 

6 – Lion – Uma Jornada Para Casa / Lion

 

Sinopse: Quando tinha apenas cinco anos, o indiano Saroo (Dev Patel) se perdeu do irmão numa estação de trem de Calcutá e enfretou grandes desafios para sobreviver sozinho até de ser adotado por uma família australiana. Incapaz de superar o que aconteceu, aos 25 anos ele decide buscar uma forma de reencontrar sua família biológica.

Com: Dev Patel, Nicole Kidman, Rooney Mara, David Wenham

 

 

Mais alguma sugestão de filmes? Ou quer deixar sua opinião sobre alguns desses que listei?  Deixe um comentário!

Sob o encanto de Marilyn Monroe

Uma pausa para falar, ver e pensar um pouco em Marilyn Monroe. Seja como personagem de si mesma, reinterpretada em um filme de memórias, um documentário ou mesmo na lembrança que sua imagem pode provocar.

Uma força maior do que ela talvez pudesse imaginar, mas que provavelmente faria parte do seu plano. Mais que a loira de corpo escultural e com grande apelo sexual, mais que a garota que sonhava em ser artista. Um pouco dos dois, se me permitir, mas ainda com um toque etéreo que marcou sua passagem.

Vamos conversar sobre ela…

Sete Dias Com Marilyn

Título original: My Week with Marilyn (2011)

Dirigido por: Simon Curtis

Duração: 1h 41min
Gênero: Drama/Ficção histórica
País de origem: EUA e Reino Unido
Classificação: 12 anos

Sinopse: A musa Marilyn Monroe está em Londres pela primeira vez para filmar “O príncipe encantado”. Colin Clark, o jovem assistente do prestigiado cineasta e ator Laurence Olivier, sonha apenas em se tornar um diretor de cinema, mas logo viverá um romance com a mulher mais sexy do mundo. O que começa como uma aventura amorosa mudará a vida do ainda inocente Colin e revelará uma das várias facetas de um dos maiores mitos do século XX.

*Está disponível no catálogo da Netflix


Escrivinhando sobre o filme:

A reconstrução de cenários, figurinos e mesmo o casting do filme são tão bem feitos, bem detalhados que me deixaram boquiaberta. E sem falar que Michelle Williams, mesmo não sendo tão parecida fisicamente, encarnou de tal forma a Marilyn que convence sem sombra de dúvidas. Tanto quando apresenta a personagem Marilyn Monroe que o público conhecia, quanto quando mostra um lado íntimo e vulnerável que só imaginamos a partir dos diários e cartas que vieram a público anos após sua morte.

Em entrevistas vi a Michelle Williams falando sobre essa liberdade de criar a figura, a voz da Marilyn nos seus momentos íntimos, já que a Marilyn que nós conhecemos é uma personagem estudada e criada. Achei muito interessante, esse conceito e essa liberdade que houve no filme, tão bem executado por Michelle que é crível e transborda realidade. Eu pude imaginar a Marilyn das angústias e dúvidas mil que descrevia em seus diários a falta de amor, a jovem tomada pela solidão que não conseguia se sentir completa ou realmente admirada. Tendo visto alguns documentários sobre ela e sua trajetória, fiquei encantada pelo trabalho neste filme para humanizar a garota que foi endeusada.

Além da aura que rodeava a atriz, o filme relata os problemas já conhecidos de sua rotina durante as gravações, e como as suas angústias refletiam em suas atuações. Linda e frágil se tornava cada vez mais vulnerável ao se fechar cada vez mais.

Trailer do filme:


Além deste filme, o filme/documentário Love, Marilyn é outra obra que é muito boa para se aprofundar ainda mais no universo e conhecer um pouco mais desta personagem que que povoa até os dias de hoje o imaginário e a curiosidade das pessoas.

Love, Marilyn

Dirigido por: Liz Garbus

Duração: 1h 47min
Gênero: Documentário, Filme Biográfico

Sinopse: 50 anos após sua morte, duas caixas com documentos, diários, poemas e cartas escritas por Marilyn Monroe foram encontradas. As anotações pessoais desta icônica diva do cinema mostra um novo lado da atriz, perseverante e estudiosa, que tornou-se prisioneira da própria personagem que criou. Conta com depoimentos e leituras de grandes nomes de Hollywood.

Trailer Documentário:


 

Caça Fantasmas (2016)

Tentando fugir do hype negativo, esperei para poder conferir com mais calma e com menos pressão de expectativa. Às vezes a tática funciona, outras nem tanto, mas vale tentar. Se funcionou ou não nesse caso, vem comigo que eu já te falo…

Caça Fantasmas

Título original: Ghostbusters (2016)

Dirigido por: Paul Feig

Duração: 1 hora 57 minutos
Gênero: Fantasia, Aventura, Comédia, Ação
País de origem: Eua
Classificação: 10 anos

Sinopse:  Atualmente uma respeitada professora da Universidade de Columbia, Erin Gilbert (Kristen Wiig) escreveu anos atrás um livro sobre a existência de fantasmas em parceria com a colega Abby Yates (Melissa McCarthy). A obra, que nunca foi levada a sério, é descoberta por seus pares acadêmicos e Erin perde o emprego. Quando Patty Tolan (Leslie Jones), funcionária do metrô de Nova York, presencia estranhos eventos no subterrâneo, Erin, Abby e Jillian Holtzmann (Kate McKinnon) se unem e partem para a ação pela salvação da cidade e do mundo.


Escrivinhando sobre o filme:

Levando em conta que se passa num universo em que os casos dos dois primeiros filmes dos anos 80 não aconteceram, e que não se refere a uma continuação ou mesmo um reboot, mas sim como uma homenagem ou mesmo uma nova abordagem ao tema, respeitando referências. Nesse sentido funciona muito bem. Seja nos looks, personalidades ou mesmo na trilha que resgata um pouco da essência dos primeiros filmes.

É divertido, meio bobo – mas os outros também eram quando revejo hoje. A motivação do vilão realmente não cola, mas ainda assim diverte. São atrizes muito boas em fazer humor/comédia, elas tem um timing muito bom, assim como uma energia boa juntas, mas tem algo que ficou faltando. Não sei o que foi, mas ficou um buraquinho, algo que não entregou, mas ainda assim funciona como um filme para ver e se divertir com a família. As personagens são interessantes, funcionam bem juntas e isso faz a liga que compensa os pontos fracos que possamos encontrar no caminho.

E sobre todo o burburinho que rendeu sobre as pessoas nem terem visto e já odiarem por ser um filme com mulheres, um grande e sonoro ME POUPE. O gênero não fez diferença no enredo da história a ponto de estragar algo ou ser uma afronta absurda. Mas faz diferença para que muitas meninas possam crescer com modelos nas telonas que passam longe de donzelas, princesas, garotas que só querem saber de encontrar o amor e serem salvas. É importante e muito saudável, oferecer papéis diferentes, como mulheres inteligentes que não ficam em função do sexo oposto ou do que a sociedade julga como feminino. Cresci num universo em que os personagens mais legais, aventureiros e divertidos eram vividos por homens, e no contraponto disso as mulheres ou eram em sua maioria aquele esteriótipo feminino, delicado e frágil, ou pulavam para algo sexualizado ao extremo (Exemlpo de Elvira a Rainha das Trevas) ou já iam ao quase masculinizado (Ripley de Alien ou a Sarah Connor do Exterminador – que pula de mocinha do primeiro filme para uma brucutu no segundo filme). Mas ter variedade de papéis e personagens, opções para encontrar algo que fale ou represente algo mais próximo de você, isso importa e muito. Seja em relação a gênero, cor, ou qualquer que seja o caso.

É triste ver gente que nem viu e já dizer coisas horríveis, ou pessoas que já vão ver pensando em detonar o filme. Cá entre nós os antigos não eram essa maravilha toda, quando a gente revê hoje em dia. Eles são divertidos e nostálgicos? Sim, claro que são! Eu mesma paro para rever vez ou outra. Mas se você olhar bem, vai notar que também tem furos no roteiro, que os personagens não evoluem ou que mudam de profissão completamente como é o caso da personagem da Sigourney Weaver, mas ele diverte, muito mais pelo fator de nostalgia que sentimos ao lembrar da infância e de quando assistimos pelas primeiras vezes.

Em resumo, vale como filme leve para divertir, rir um pouco e matar um tempo comendo pipoca e rindo ao encontrar as referências e homenagens. Mas não vale se você for ver com aquela idéia formada de que vai ser ruim por que são elas… ou de que será uma obra prima do cinema. É sessão pipoca!

 


Trailer:

 

O Bebê de Bridget Jones

Eu demorei, mas cá estou para me redimir com a terceira e final(?) parte da trilogia Bridget Jones. Em boa parte porque tive receio de dar adeus, e em outra por medo da decepção. Mas resolvi enfim deixar esse medo de lado e abraçar o saudosismo e reencontrar minha amiga Bridget para saber a quantas anda sua vida. E lá vamos nós…

 

O Bebê de Bridget Jones

Título original:  Bridget Jone’s Baby (2016)

Dirigido por: Sharon Maguire

Duração: 123 minutos
Gênero: Comédia , Romance
País de origem: Reino unido, Irlanda, França, Eua
Classificação: 12 anos

Sinopse: Bridget está focada em sua solteirice e em sua carreira quando descobre que está grávida. Após ter dormido com um desconhecido e com seu amor do passado, Mark, ela não sabe quem é o pai.


Escrivinhando sobre o filme:

Já começo agradecendo por não ter tido o mesmo tema do terceiro livro – não saberia lidar com a perda de Darcy, não aceitaria de forma alguma que ele partisse e não estivesse por perto. Pode torcer o nariz, eu não ligo, mas tenho um crush pelo Mark Darcy, assim como pelo Darcy personagem da Jane Austen e isso não é negociável. Dito isto, eu estava meio desconfiada de como seria um novo filme, como seria retornar a essa história que me parecia ter findado bem lá no segundo filme. E com os trailers e todas as resenhas que pularam na timeline e tanta gente falando, eu resolvi entrar na caverna e tentar escapar o quanto pude até finalmente criar a coragem de voltar ao universo Bridget.

Foi como rever uma velha amiga (sem trocadilhos), parceira de bons e maus momentos – desde aquela paixonite aguda ou de uma bela foça com pipoca e brigadeiro. Reencontrar toda a turma, ela, os amigos, pais, Mark… e esperar por algum vislumbre de Daniel… Valeu a espera, valeu o retorno. Ok, que o roteiro é bem previsível, mas gente, é a Bridget, não esperava muito além. Mas com boas mudanças, com aquela atualização que o amadurecer traz e fazendo graça com a idade, e com as referências.

Um filme divertido, leve e com aquele toque de romance para derreter o coração quando vem aquele dia da bad. Mas ainda tenho os dois primeiros como favoritos de longe – como ganhar daquelas disputas de pernas entre Daniel e Mark? Ou mesmo do suéter de natal de Jones e Darcy? Enfim, começou bem, no ritmo dos anteriores e vai ficando longo e quase passa a linha do tedioso, mas quem tem Emma Thompson e Colin Firth já me ganha até o final do filme alegremente.

Dica para aquele dia que você não sabe o que quer ver, mas quer algo leve, que te faça rir, com uma boa dose de nostalgia.


Trailer


 

JeruZalem (2015)

Tinha visto esse poster em algum lugar, achei que era um tipo de continuação aleatória do Guerra Mundial Z, mas passei longe, muito longe… Na verdade confesso que esse nem foi um dos motivos que me levou a assistir, foi um misto de curiosidade e insônia que a Netflix ajudou a preencher com mais um filme.

Jerusalém
Título original: JeruZalem (2015)

Dirigido por: Doron Paz e Yoav Paz

Duração: 87 minutos
Gênero: Terror
País de origem: Israel
Classificação: 18 anos

Sinopse: Duas meninas americanas de férias seguem um belo e misterioso estudante de antropologia em uma viagem para Jerusalém. A festa é interrompida quando o trio é apanhado no meio de um apocalipse bíblico. Presos entre as antigas muralhas da cidade santa, os três viajantes deve sobreviver tempo suficiente para encontrar uma saída enquanto a fúria do inferno é lançada sobre eles.


Talvez você conhecça:

Yael Grobglas (Jane the Virgem)


Escrivinhando sobre o filme:

Bom, o que dizer de um filme que não se espera nada, além de algo que ele não é. (como disse no começo, tinha pensado que era algo com o Guerra Mundial Z – muito por conta da grafia na capa/poster)

Começa com uma explicação religiosa paranormal em Jerusalém, que te deixa pensando que vai seguir algo do tipo, mas daí somos levados aos dias atuais, acompanhando duas jovens de viagem (filmado ao estilo diário de viagem, câmera de mão) e por uma paquera, elas deixam de ir para Tel Aviv para ir a Jerusalém. Daí as coisas vão acontecendo meio na correria, meio sem sentido, meio que só pra acabar logo.

Tem umas boas sacadas, tem locações lindas… mas falta liga, falta tanta coisa para que feche bonitinho. Confesso que um dos motivos de eu seguir vendo era a Yael Grobglas, que tem carisma, que segurou boa parte do filme. Porque no mais, sobra um misto de referências e de idéias que não se conversam direito.

Eu que não esperava nada de bom, tive umas boas surpresas – mas não vá esperando muito.

 


Trailer:

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