Águas Rasas (2016)

Algumas vezes escolhemos filmes sem saber o que esperar, sabendo muito pouco, lendo menos ainda. Parece estranho em tempos de ultra conectividade, mas pode resultar em boas descobertas com baixo grau de decepção. Cobrar menos do que vamos ver, por não saber direito o que esperar ou com o que comparar. É difícil fugir de comentários, até de spoilers, mas pode valer o esforço. E esse filme vale o esforço de ver nas telonas – corre que acho que ainda da tempo.

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Nancy (Blake Lively) é uma jovem médica que está tendo de lidar com a recente perda da mãe. Seguindo uma dica sua, ela vai surfar em uma paradisíaca praia isolada, onde acaba sendo atacada por um enorme tubarão. Desesperada e ferida, ela consegue se proteger temporariamente em um recife de corais, mas precisa encontrar logo uma maneira de sair da água.

Estou adorando essa leva de bons filmes, com roteiros coesos e sem muita afetação. Aquela coisa de voltar ao básico. Poucos personagens, praticamente um local. Usar a tecnologia como argumento para nos relatar a história e como algo que realmente faz parte funcional do dia-a-dia.

Sim, o filme me fez lembrar o clássico Tubarão (1975), mas não de uma forma ruim. A construção de Nancy ao longo da história, não ter o background dela jogado na tela, mas ir conhecendo aos poucos e criando a relação de empatia por ela e o seu passado – sem o uso dos por vezes maçantes flashbacks. E com isso também criar o suspense lentamente do encontro dela com o “vilão” da história. O fato de pouco poder ver o tubarão, mesmo em tempos de CGI a rodo, foi uma boa saída – não ver pode dar mais medo e tensão do que já esperar que ele vai pipocar na tela a cada segundo.

As cenas de tensão e aflição são muito boas – mal conseguia me conter querendo que acabasse logo. Entendi a brincadeira do Phelipe Cruz (Papel Pop) quando depois de ver o filme e ir entrevistar Blake Lively pergunta se ela está bem. E daí veio a dica de ver o filme, e do podcast Um Milkshake Chamado Wanda, né.

Dica, se prepara para cenas de aflição, mesmo você que não tem medo de agulha ou que não liga muito para cenas gore. Eu sofri a cada momento e surtei, mas como valeu a pena…rs

E aproveita a vista, que a praia é linda!

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