Antes tarde do que nunca, KINGSMAN

Além da lista de filmes que quero ver e da lista de filmes já vistos, estou me especializando na lista de filmes “por que não vi isso antes?”. Os motivos podem variar para entrarem nessa lista, algumas vezes sou eu fugindo do hype para evitar as expectativas (isso geralmente mata a experiência). Mas às vezes é a falta de interesse no momento, ou aquele momento ter outra coisa em mente e deixar para depois e esse depois demorar um pouco.
Enfim, pode ser chato isso, mas é bom também. Sinal que eu realmente gostei e não que fiquei animada pelo momento e tal. Às vez acontece de você precisar de um tempo para “amadurecer o filme”, pelo menos no sentido de se preparar melhor, para digerir o produto final. Já aconteceu de ter estranhado o filme e só aprender a gostar muito depois numa outra revisitada, ou depois de ler mais sobre o conceito da criação entre outros pontos.

Assim foi com o o filmes KINGSMAN – The Secret Service (Kingsman – O Serviço Secreto), lançado em 2015 e que eu só fui assistir agora em 2016. Confesso que tinha ouvido algumas coisas dele antes, uns elogiando ao extremo, outros meio que em cima do muro, e foi então que resolvi dar um tempo para ver – mas o tempo passou eu acabei esquecendo de voltar para assistir. Talvez eu tenha pecado na demora, mas a recompensa valeu a espera. Mas eu geralmente fico com o pé atrás em relação à filmes de espionagem, atualmente, um exemplo dessa minha descrença é O Agente da U.N.C.L.E. que nem chegou a entrar na minha lista de “quero ver”. Outros canais já enalteceram a direção de Matthew Vaughn, sobre o elenco e trilha sonoras e tantos pontos técnicos quanto possível. Mas eu preciso dizer que realmente, a escolha de Colin Firth realmente foi excepcional, ele é quase um símbolo de “cara inglês pacato e educado, o eterno Mark Darcy” e conseguiram mudar totalmente essa perspectiva e ficou crível, incrível (perdoem o trocadilho, mas não pude evitar).

A mistura de elemento clássicos como a referência à távola redonda e os nomes do cavaleiros deixaram essa pequena adoradora de contos Arturianos bem mais que contente. E juntar a isso o elemento de espionagem clássica e seus gadgets inventivos foi realmente animador. Sem falar nas referências à espiões da cultura pop que nos eram mostradas quase como uma homenagem ao gênero. Cenas de ação bem construídas, alívio cômico na dose certa, pitadas de humor britânico e críticas bem atuais. Sobre o vilão Richmond Valentine (Samuel L. Jackson), concordei que foi bom, mas que poderia ter sido diferente. O jovem Eggsy (Taron Egerton) foi realmente uma boa escolha, as primeiras cenas dele com o Colin são ótimas no quesito crítica social. A capanga de Valentine, Gazelle (Sofia Boutella) é incrível, e realmente faz alusão aos capangas clássicos de James Bond que faziam uso de suas desabilidades como habilidades excepcionais. E o Merlin (Mark Strong) que me deixou com o pé atrás o tempo todo já que me acostumei a vê-lo como vilão esperava sempre algo dúbio. E Michael Caine,como o Arthur da organização. Bom se eu for citar tudo e todos o post não acaba, mas o fato é que foi muito bem feito o casting e que o carisma dos atores segura muito a trama e até ajuda a você começar o filme com muito mais apego.

Um filme que brinca justamente com a expectativa que o gênero cria. E sabe fazer isso, quebrando e mudando os plots. Estou até tentando não falar muito para não correr risco de soltar spoiler de algumas partes boas, mas que um dos méritos foi justamente o elemento surpresa.

Caso não tenha visto, eu recomendo corrigir isso o quanto antes. Se você já viu e gostou, comenta aqui no post.

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