Como eu era antes de você

Tem fases em que a gente busca livros de um certo tipo, ou um tipo de autor e seus similares, e então muitos de nós entra numa espécie de vórtice. Não sei se você também faz assim, mas sofro lindamente da síndrome do vórtice. Ela serve para quase tudo na verdade, como livros, autores, filmes, séries, e toda e qualquer outra coisa que possa ser colocada numa categoria.
Faz um tempo eu entrei no vórtice de livros de romances leves, daí descobri a Marian Keyes e não foi uma fase bem longuinha desse gênero, ainda mais depois de alguns livros de terror e George R R Martin.
E depois veio a curiosidade por uma autora que estava em todas as prateleiras por onde eu passava e com um nome bem curiosamente fofo, Jojo Moyes, e me rendi ao “Como eu era antes de você”. Vou aproveitar para falar dele por conta do filme que está para sair.

COMO-EU-ERA-ANTES-DE-VOCÊ-CAPASobre o livro: Ok que não é a maior obra literária do universo, mas cá entre nós, é o tipo de livro que é gostoso de ler, para se deixar levar numa história. É preciso ignorar alguns clichês e furos no enredo, para focar um pouco nos personagens. Eles podem não ser ultra profundos, mas são cativantes. Louisa é tão comum, seus medos e receios tem tanto de nós e pelo que alguns de nós enfrenta pela vida… Seu jeito que demonstra ao mesmo tempo sua coragem ao se vestir ao seu gosto independente de olhares, e sua fragilidade e insegurança  com relação a todo o resto. Muito do carisma dela é construído aos poucos, com uma junção de seus posicionamentos e pensamentos ao longo da trama – fora a sua relação familiar que é tão palpável e crível. Vamos aos poucos querendo e torcendo para que as coisas fiquem bem, a certo ponto eu já sentia como uma amiga que ouve os desabafos dela ao fim de um logo dia.

como_eu_era_antes_de_voce___poster-164986Já no trailer do filme todas as cenas que conquistamos junto à Louisa e sua jornada nos são entregues de cara, sem peso ou sem a emoção que eles merecem. Deu até uma dorzinha de ver tudo lá, exposto, sem nenhum cuidado ou mistério. É como se Louisa Clark praticamente nos implorasse para que gostássemos dela, mesmo antes de conhecêssemos melhor sua persona.

Acho que é um mal dessa febre de trailers ultra expositivos e autoexplicativos que já nos entrega tudo de cara. Vimos isso tantas vezes com outros filmes e franquias que eu particularmente acabo tentando fugir sempre que posso de ver trailer, pelo menos quando já tenho um interesse em ver o filme. Mas desta vez eu meio que esbarrei no trailer pelo facebook e já era tarde.

Não vou falar do elenco, em comparação com o livro, pelo fato de que essa é a regra básica de um livro adaptado para o cinema, cada um imagina como quer e nunca ou raramente vai ser algo unânime. Mas eu não acho que ficou algo absurdo, dá uma olhada:

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Fora que o melhor budget para produção sempre será a imaginação, não é mesmo?! Acho que isso é o mágico do livro, na verdade uma das magias.

Eu a princípio tinha ficado receosa com algumas fotos de divulgação, mas aos poucos foi passando e a torcida foi aumentando, mas o trailer foi tão aberto e expositivo daqueles momentos que esperamos ver, que eu fui voltando a ficar com aquele pé atrás. É quase que um pedido de “me assiste que eu prometo que vou ser legal”.

Enfim, eu sei que vou acabar indo ao cinema. E provavelmente levarei meus lencinhos – melhor prevenir, né?! E torcer para que o filme fique tão gostoso de assistir, como foi boa a leitura.

 

 

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