Filme: Chef

61761-71Gostar de comida já faz parte da rotina de muitos nós, mas além disso fazer dela uma arte e uma profissão é coisa de Chef. E assim se chama o filme do qual vamos conversar hoje. Jon Favreau dirige o longa e também atua como protagonista dessa produção que é simples e quase independente. Temos algumas presenças conhecidas das grande telas como Dustin Hoffman, Scarlett Johansonn, Robert Downey Jr., John Leguizamo e a minha querida Sofia Vergara. Olhando o elenco parece que não vai ter nada de simples, modesto e independente não é mesmo? Mas aí está a graça de se deixar levar. Na verdade todos estão ali como peças de uma história simples e tão recorrente – a vida e como às vezes nos deixamos passar por ela, esquecendo os motivos de amarmos algo e de fazer as coisas que amamos.

Quem nunca parou e se sentiu meio perdido no meio dessa correria nossa de cada dia? Levante a mão que não quis largar tudo para correr atrás de um sonho, mas seja qual fosse seu motivo, acabou não seguindo o impulso. Quantas vezes esses momentos de “não fazer algo” ou de “não poder algo” nos foram enferrujando e nos endurecendo?

Bem, o filme vai um pouco por esse lado, quando vemos o Chef Carl Casper já cansado de trabalhar em um restaurante que não o dá liberdade de criar e da relação com o dono do estabelecimento que insiste em que o menu não seja modificado e seja apenas dos pratos favoritos dos clientes. Como o desgaste de uma situação assim o leva a romper com a sua rotina,  e assim ele começa a redescobrir relações e a sua posição como Chef e amante da comida.

Com leveza e muito bom humor o filme me fez refletir sobre algumas coisas que mudaram um pouco entre as gerações, se comparando a dos meus pais e a minha (e as mais novas), em relação ao trabalho. Hoje é mais comum se questionar além do valor de retorno, o quanta satisfação essa tarefa vai gerar. Já não basta apenas o salário em conta, mas também gostar da atividade – quando possível.

Sobre a direção, é possível ver e quase degustar e cheirar o amor de Jon Favreau  pela comida e de como mesmo levando a sério, ela pode ser simples. Correndo o risco de ser bem rasa e quase boba em dizer, é gostoso de ver e vale a dica para curtir um momento tranquilo de um filme leve e gostoso de ver.

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