Ghoul

Eu e minha seleção de filmes de terror sugeridos pelo Netflix. E ainda tento entender como me deixo enganar por essas indicações. Não vou dizer que esperava uma obra de arte, o filme até que tem uma pegada interessante, mas depois eu juro que fiquei meio perdida e quase desisti. Mas como sou bichinho ruim fiquei até o final, mesmo já estando distraída com praticamente qualquer coisa.

O filme é à princípio um documentário, que vira um filme de terror/suspense  na linha found footage. Gênero já meio manjado, mas que ainda pode render coisas interessantes, um exemplo disso (pelo menos a meu ver) foi o Chernobyl Diaries, mas vamos seguir falando de Ghoul.

Sinopse:

Ghoul acompanha três americanos que viajam para a Ucrânia para investigar como o canibalismo se espalhou pelo país durante a notória fome soviética de 1932-33. Depois de serem levados às profundezas da vasta floresta ucraniana para uma entrevista com o último sobrevivente conhecido da epidemia canibal, eles são atormentados por uma série de eventos sobrenaturais inexplicáveis e se encontram cara a cara com o espírito maligno de Andrei Chikatilo, nascido na União Soviética e o mais violento serial killer e canibal de todos os tempos.

(Fonte: Filmow)

Essa premissa do documentário me chamou a atenção, lembrando aqui que a sinopse do Netflix era bem mais sucinta e prometia um pouco mais de profundidade, e assim eu engatei no filme. E aquela coisa de não entender o que as pessoas do local falam e depender da tradutora, até que foi bem legal. Assim você fica naquele suspense se estão falando mesmo aquilo ou se tem algo não traduzido que pode e vai dar ruim depois. Mas em um determinado momento a coisa se perde e vira meio que uma bagunça aleatória para depois justificar o sobrenatural. O auge disso foi quando as pessoas começam a fazer aquele lance do copo na mesa, meio que ridicularizando as crenças e superstições da região. Mas vamos lá, é praticamente unânime o conhecimento que brincadeira do copo é tipo o ouija e que qualquer um deles é fatal dar merda no final. Mas os nossos protagonistas enchem a cara de vodca e ignoram mesmo o bom senso de estar num local abandonado, no meio do nada e sem conhecer bulhufas da região ou as pessoas.

Calma, eu sei que se fosse apelar pela lógica assim a maioria dos filmes de terror não existiria. Mas vem cá e me fala se não abusaram de toda e qualquer suspensão de descrença do universo? Nesse ponto eu já tinha ligado o Facebook, Instagram e Twitter para ver o que mais acontecia enquanto as mega atuações tentavam convencer da veracidade do medo – e não rolou. Eu fui até o final aos trancos e barrancos, mas fui. E ao chegar lá eu fique tipo “Oi? Como assim?”. Uma coisa que me irrita e muito é meio que cagar tudo que tinha sido dito até então. É quase que entregar um papel certificado de trouxa para quem ficou até o final do filme. Eu juro que até voltei para rever umas partes, porque achei que eu tinha perdido algo, mas não, eles só ignoraram e surtaram em querer fazer um plot twist, sem pensar se cabia…só pode.

Essa publicação é para tentar ajudar você que não viu, e te dizer “Fuja, amigo…corra para as colinas”. E se você, como eu, caiu na bobeira de ver, pode desabafar comigo, você não está sozinho. Deixe um comentário.

Sugestão de filmes ou séries? Indique nos comentários.

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