La La Land : Cantando as Estações

Numa ansiedade enorme para conferir nos cinemas o filme que vem se destacando e colecionando indicações. E Já aproveitando que se trata de um musical com cara de nostalgia pura, aproveitei e conferi na sessão Drive-In lá no Cine Belas Artes Caixa, com direito a banco de carro e conforto com uma pegada retro. Os únicos poréns são: a sala fica um pouco clara porque a lanchonete fica funcionando durante a sessão, e a reprodução não ser em alta definição plena. Mas esses dois eu decidi relevar pela experiência da sala e filme como um todo.

La La Land – Cantando as Estações

Título original: La La Land (2016)

Dirigido por: Damien Chazelle

Duração: 2h08min
Gênero: Drama / Romance / Musical / Comédia
País de origem: EUA
Classificação: Livre

Sinopse: Mia, uma aspirante a atriz, e Sebastian, um talentoso músico de jazz que está se dedicando a carreira, se encontram em uma cidade conhecida por destruir esperanças e quebrar corações. Em busca de oportunidades para suas carreiras, os dois jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.


Escrivinhando sobre o filme:

Mesmo com a expectativa no nível alto, devido tantas resenhas e indicações, não houve espaço para decepção. Imagina um misto de uma leveza, uma brisa de esperança e de sonhar, pois bem foi assim que funcionou comigo. Logo eu, que sou apaixonada por musicais ao estilo clássico da era de ouro de Hollywood, fiquei como? Lágrimas nos olhos definem da emoção de tanta delicadeza e beleza. Não só esteticamente, como o roteiro é lindamente executado.

Lembra a magia que o cinema pode proporcionar ao espectador. Com um roteiro que desafia a realidade bruta e busca o sonho e a realização desses sonhos, não se deixando engolir por um mundo que devora os sonhos para que eles se encaixem no que é considerado viável e aceitável. Indo contra a corrente da correria e do fazer por fazer para atingir algo que não é parte de você, mas ditado pelo senso comum do que é sucesso ou mesmo felicidade. É preciso que sonhemos, e não apenas isso, que tenhamos a coragem de ir atrás, mesmo que pareça louco ou irracional, sonhar é preciso.

Esse filme é um pouco sobre isso. Sobre como poder sonhar é manter a magia viva dentro de nós. Sobre como realizar esse trajeto pode ser demorado e doloroso, mas válido. E como ter pessoas que comprem essa idéia com você pode fazer a diferença. Senti que é muito sobre possibilidades/probabilidades, como as coisas acontecem de acordo com as escolhas e como tudo pode ser algo diferente a partir de uma escolha diferente.

Emma Stone sempre me deixa apaixonada em seus filmes – mesmo os mais bobos me ganham por ela. Ela parece nem estar atuando, é como se fosse ela mesma, ali toda fofa e sonhadora. Ryan Gosling consegue encantar sendo do cara mais dramático ao mais romântico e sonhador. Os dois juntos tem algo que desconcerta, que deixa você rendido e esperando pelo que virá. Sejam dançando, cantando, ou em pleno silencio enquanto se entreolham. E dá para ver que o Diretor Damien Chazelle sabe o que está fazendo, que sabe lidar com música como elemento principal~, até porque ele já tem no seu currículo o aclamado Whiplash. Dá para notar tantas referências e homenagens aos clássicos, para uma conferida tem até um vídeo que junta algumas referências bem claras que o longa faz. Dá uma olhada no vídeo:

Enfim, tentar falar sobre sem contar o final é realmente um desafio que está me torturando a esse ponto. Mas de maneira geral, mesmo que você não goste de musical como gênero, se tiver a mente aberta e se permitir experimentar, pode ter a mais grata surpresa ao assistir La La Land.


Trailer

Deixe seu comentário

%d blogueiros gostam disto: