Tron (1982)

Eu não sei como, mas eu tinha chegado ilesa de  assistir esse filme até 2016. Não foi por motivo específico ou convicção, eu simplesmente não tinha visto. Então lá fomos nós para essa descoberta. Talvez seja a época, gosto ou qualquer outra razão do destino, mas eu me arrependi profundamente de ter quebrado o jejum.

Eu entendo a importância do filme, como referência em efeitos visuais e mesmo a linguagem. Mas eu senti muita dificuldade em assistir, e principalmente em tentar levar a sério. Acabou virando muito mais uma sessão farofa e para notar quão datado eram os efeitos e a temática. Vale para ver como começou o uso de algumas técnicas que são muito comuns hoje – lembrei do filme 300 e sua ambientação num cenário digital a partir de estruturas com muitos usos, e nas estéticas alteradas na pós produção. Mas fora isso, outro ponto interessante é a relação criada entre programador e programas, usuário versus programa.

Sinopse:

Kevin Flynn (Jeff Bridges) é um jovem engenheiro de softwares que trabalha na ENCOM. Sua maior diversão, e também seu trabalho, é elaborar novos jogos de videogame. Kevin sonha em fundar sua própria companhia, mas seus projetos são roubados por Ed Dillinger (David Warner), que os apresenta como se fossem seus. Como resultado, Dillinger é promovido enquanto Kevin precisa abrir uma casa de jogos, com os poucos que lhe restaram. Decidido a provar que foi roubado, Kevin resolve entrar no sistema da ENCOM através de um programa chamado CLU, criado por ele. É quando descobre que Dillinger criou Tron (Bruce Boxleitner), um programa destinado a proteger o Programa de Controle Mestre, que gerencia todo o sistema da ENCOM.

É meio bizarro e absurdo, mas ainda assim interessante. E o questionamento do programa “acreditar no usuário” e as ideologias apresentadas referente a isso. Mas assim, não vai para a minha lista de filmes favoritos, ou dos que verei com certa recorrência. Tem seu valor, mas não funcionou muito bem para mim. E acho que mesmo  meu eu mais novo em uma época mais próxima do lançamento não iria virar fã. Assim como também não rolou um interesse em buscar a continuação, que provavelmente só será vista em um dia tedioso, passando na televisão e sem mais nada para ver em troca.

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