Um pouco sobre CREED – Nascido para lutar

Fui assistir com alguma reserva ao filme CREED – Nascido para lutar no cinema, foi um passeio interessante junto aos meus pais, que conhecem o meu carinho pela saga Rocky desde muito pequena.Na verdade nem eu me lembro direito como ou quando foi a primeira vez que vi pela primeira vez, mas desde então foi um amor muito passional pela saga e os personagens. Assim também começou minha admiração pelo Sylvester Stallone (Sly) e os filmes de brucutus e atores do gênero. Provavelmente eu não possa ser muito imparcial na minha avaliação do filme, mas posso tentar expor mais do que só a minha paixão. E devo dizer a grata surpresa que tivemos, e a emoção singular de revisitar o universo Rocky, visto de outro ângulo e com outro enfoque.

Eu já tinha me emocionado com o encerramento da saga Rocky nos cinemas com o filme Rocky Balboa, o sexto e último filme. Achei muito digno o encerramento e tantas emoções que se misturam para quem acompanhou e sofreu junto, sem falar que para os que conhecem a carreira de Sly sabem que o Rocky é quase uma representação dele mesmo, em seus altos e baixos. Ter ido ver no cinema, sendo a primeira ver que tive a oportunidade de ver um filme Rocky no cinema já foi outro fator de emoção para a despedida.

Mas agora veio CREED – Nascido para lutar, e antes dos trailers e todas as informações oficiais eu estava muito na dúvida se iria gostar. Quando os materiais foram liberados eu dei só uma olhada de leve mas ainda incrédula de como aquilo poderia funcionar. Fugi um pouco dos trailers, um pouco não, eu só vi as chamadas que passaram na televisão aberta quando não conseguia evitar. Com medo de ver o que estaria por vir. Mas daí eu fui surpreendida com a premiação do Sly no Globo de Ouro e então eu fui quase sugada pela necessidade de conferir o trabalho. Até porque estava lendo e ouvindo muitas pessoas falando bem. Pois então lá fomos para o cinema conferir.

CREED-Colage

Neste spin-off é como reviver um pouco de Rocky, com outro protagonista e com outros poréns. Ver o outro lado da moeda do início, pois em Rocky – Um lutador, por exemplo vemos o duro e quebrado Balboa que não tem nome nem história profissional que o preceda. E o sonho e a luta dele por crescer e ser alguém que consiga sair daquela situação. Já em Creed vemos o jovem filho ilegítimo de Apolo, descoberto quando criança pela viúva é acolhido e criado por ela, mas que não consegue se sentir completo levando uma vida “comum” e sente que precisa lutar, mas que por si, sem o nome do falecido pai.

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Adonis quer criar seu próprio legado e ao mesmo tempo teme que o acusem de não estar à altura de seu pai. Até aí parece simples e fácil, mas a trama faz com que os personagens nos transmitam a dor da perda ou da falta que a figura do Apolo fez, seja como um pai que não esteve presente ou como um amigo.

As palavras me faltaram quando eu via as referencias a toda a saga Rocky, o treinamento, os outros personagens citados, os detalhes na casa do Rocky (a tartaruga, gente). Mas o mais importante é que conseguiram que o Adonis fosse realmente o protagonista, ele não roubou a cena ou a importância de Rocky, ele a mereceu. E toda a construção do caráter de Adonis e suas dúvidas são críveis quando pensamos nelas fora da tela, seria um drama de superação pessoal possíveis e que muitos de nós podemos enfrentar  – guardadas as proporções, claro, mas sempre tem um momento em que precisamos ou nos sentimos na necessidade de mostrar que somos algo mais do que pensam de nós, certo?!

Sobre a trilha sonora, o que posso dizer além de que eu mal pude conter as lágrimas ao ouvir o tema do Rocky e a  versão quase adaptada dela para o Adonis – eu sei que era o tema do Adonis, mas foi feita ao estilo Rocky e assim meu coração quase não aguenta. E quase não resistiu também com a história do Rocky e sua saúde – por motivos de fã e de perdas recentes na vida pessoal. Mas voltando ao trabalho do Sly no filme, eu sem sombra de dúvida fiquei feliz e acreditei que ele realmente mereceu – mas eu não vi os outros trabalhos indicados então vai a opinião de fã mesmo.

E sobre o treinamento, como não se emocionar com as referências – o Rocky treinando o Adonis me fez lembrar do Rocky III, quando o Apollo treinou o Rocky e foi na academia em que eles treinaram depois.

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E não podemos esquecer nunca do poder do bom e velho moletom cinza!

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Resumidamente, Apollo  aprova!

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