Os vórtices de leitura.

Das pequenas alegrias de você se entregar a uma história que uma outra pessoa criou. A leitura permite viajar por lugares e emoções, experimentando o que talvez não viesse a fazer parte da nossa vivência. Eu confesso que sou um bichinho difícil de me entregar totalmente, mas também, quando acontece é uma entrega completa. Não sou do tipo que consegue fazer maratona de leitura, ler em uma sentada ou ler ininterruptamente.
Um dos meus maiores problemas é a minha facilidade de dispersar, além disso também tenho séries e filmes que me roubam um pouco dos livros. Mas acredito que isso não me faz pior leitora do que os demais, acredito que cada um tem seu ritmo e seu modo – como tudo o mais na vida.

Eu invejo um pouco essas pessoas que vejo postando suas listas de livros lidos, as metas de leitura e coisas do gênero. Mas também sei que nem todo mundo é igual e que meu ritmo me permite a entrega que posso dar a cada obra. E cá entre nós, eu entraria naquele modo de leitura das “obrigatoriedades” que são lidas para provas e esquecidas como tantas outras coisas. Alguns enredos me chamam mais a atenção, como os de terror, e alguns romances (mas daqueles mais calminhos). Não tenho uma fórmula, eu começo a ler e se a história me pega eu devoro, ou se acho legal vou lendo com calma até acabar, mas se não der uma reação eu acabo largando – e minha lista tem alguns abandonos que eu tentei até mais da metade e não deu. Um exemplo de tentativa desastrosa foi O Homem Que Não Amava As Mulheres, que jogou a pá de cal na minha tentativa de ler suspenses investigativos. As Crônicas de Gelo e Fogo, eu dei uma pausa lá pelo 4º livro. Eu estava quase maratonando, mas depois de um tempo minha memória já não conseguia acompanhar tantas perdas e tantas reviravoltas. Ia ficar por conta da série por um tempo, mas ficou no projeto também, mas logo mais eu pretendo retomar os livros.

Mas das surpresas, livros que eu achei que não leria até o fim nem a força, vieram aqueles romances leves  como  o PS, Eu Te Amo de Cecelia Ahern, numa época em que eu estava planejando uma viagem para a Irlanda, e daí surgiu um interesse em buscar por títulos que referenciassem de alguma forma a Irlanda. Então eu embarquei em alguns títulos da Marian Keyes e descobri meu gosto por essa linha de humor/drama de que poderia acontecer (de certa forma abstrata) com qualquer um. E dessa pesquisa descobri o intrigante O Menino Que Via Demônios de Carolyn Jess-cooke, que já pende para um lado mais psicológico e mais sombrio.

menino-via-demoniosSegue um trecho da sinopse: O romance conta a história de Alex, um garoto de 10 anos que, desde a morte do pai, tem como melhor amigo um demônio de nove mil anos. Após a tentativa de suicídio da mãe, Alex conhece Anya, uma psiquiatra infantil que sofre com a esquizofrenia da própria filha. Ao longo do tratamento de Alex, porém, Anya passa a questionar suas próprias certezas: seria ele esquizofrênico ou o garoto realmente é capaz de ver demônios?

O livro segue esse linha tênue entre o real e o psicológico, tanto para Alex, quanto para Anya. E faz questionamentos que ao ver The Babadook retornaram a mente. Um livro que vai além do que o título apresenta e pode ser meio olhado de lado devido ser interpretado à primeira vista como algum thriller.

Bom, gosto de falar um pouco dessa aleatoriedade minha de seleção de títulos, porque no fundo ela segue uma linha de raciocínio e acaba sendo até bem linear. De um ponto simples como a ambientação eu acabei fazendo uma lista, meu querido conhecido vórtice. E confesso que após esse meu fluxo de busca pela Irlanda, comecei até a olhar com outros olhos As Crônicas de Gelo e Fogo, quando comecei a me aprofundar na história e ver semelhanças de alguns pontos, nomes de reinos, políticas e outras coisas. Acho que é um dos motivos para retornar em breve.

O importante de ler, é o simples fato de ler. Independente do livro, seu gosto é único, é seu e é preciso conhecer melhor. E qual melhor forma de conhecer? Lendo! E ao seu modo e no seu tempo você descobre o que mais te agrada, o que faz você se engajar mais numa história.
Não tem segredo, não tem mistério. Só é preciso o hábito.

0 Comments

  1. Val

    Que legal seu post! Falo sobre livros no meu blog, mesmo sem ler muito… hehehe é verdade, não devoro livros e, sinceramente, quanto mais gostar, mais vou querer ir devagarinho!!
    Bjos, dê uma passadinha no blog! Quem sabe vc não acha um livro p/ se apaixonar?
    http://1pedranocaminho.wordpress.com

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    1. boxofmeblog

      Obrigada Val.
      Parece bobo, mas rola uma pressão para ser devorador…quando às vezes a gente só quer ir com calma para ficar mais tempo naquele universo, né?!rs
      Vou visitar sim, listinha de livro sempre aumenta com alegria, é como juntar mais amigos pro happy hour futuro.rs

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