Comer Rezar Amar (filme)

Numa pausa reflexiva finalmente encarei o filme. Esperava algo e de certa forma foi um pouco do que imaginava, com uma pitada de algo a mais que falou com aqueles questionamentos internos que a gente geralmente evita.

Comer Rezar Amar

Título original: Eat Pray Love (2010)

Dirigido por: Ryan Murphy

Duração: 2h 20min
Gênero: Drama/Romance
País de origem: EUA

Sinopse: Liz Gilbert pensa que ela tinha tudo que queria na vida: uma casa, um marido e uma carreira de sucesso. Porém recém-divorciada e de frente para um momento de mudança, ela se sente confusa sobre o que é importante em sua vida. Ousando sair da sua zona de conforto, Liz embarca em uma busca de auto-descoberta que a leva à Itália, à Índia e a Bali.

*Está disponível no catálogo da Netflix


Escrivinhando sobre o filme:

A forma como você avalia o filme pode variar de acordo com o momento em que você está. Se fosse em outro momento, talvez eu também visse de outra forma e teria gostado um pouco menos. E não necessariamente a personagem da Liz tem tanto carisma que crie a ligação necessária para se apegar – mesmo sabendo que ela é inspirada numa personagem real ou mesmo com o enorme carisma da Julia Roberts – no filme em alguns momentos ficou faltando algo que desse mais profundidade à Liz. Mas no geral, os questionamentos são válidos e interessantes.

A busca por auto reconhecimento, depois de anos de se deixar definir pelos outros, pelas relações, pelo trabalho ou qualquer outra coisa que não seja o eu. E descobrir que nós somos essa mistura, somos um pouco de tudo que nos define, mas precisamos aprender a lidar com isso, respeitar e compreender.

As imagens são lindas, os lugares visitados são de tirar o ar e de querer fazer a mesma coisa – por o pé no mundo para conhecer, absorver tanta beleza, toda novidade, tanta cultura. Mas ainda me dói pensar que para uma pessoas que ficou sem nada, conseguir fazer toda aquela via sacra, seria no mínimo meio complicado no quesito de logística. Mas apesar disso, ignorando essa parte e a de não entender muito como é possível – com toda a suspensão de descrença ativada – é uma agradável sensação de embarcar com ela para para se permitir experimentar essas descobertas.

Sim, é sofrível ver o Ravier Barden encarnando um brasileiro e arranhando no português, quando temos tantos atores bons. Mas cá entre nós, quem chamaria mais público? Fez tanta diferença assim? Eu aceitei, respirei fundo e segui a viagem, no fim ficou em segundo plano essa parte – ele poderia ser de qualquer origem – o que realmente importava era a emoção e as motivações dele, mais que saber de onde ele vinha e se o ator era mesmo de lá.

No geral, um filme leve, com bons questionamentos sobre o indivíduo em sua busca por se conhecer.


Trailer:

La La Land : Cantando as Estações

Numa ansiedade enorme para conferir nos cinemas o filme que vem se destacando e colecionando indicações. E Já aproveitando que se trata de um musical com cara de nostalgia pura, aproveitei e conferi na sessão Drive-In lá no Cine Belas Artes Caixa, com direito a banco de carro e conforto com uma pegada retro. Os únicos poréns são: a sala fica um pouco clara porque a lanchonete fica funcionando durante a sessão, e a reprodução não ser em alta definição plena. Mas esses dois eu decidi relevar pela experiência da sala e filme como um todo.

La La Land – Cantando as Estações

Título original: La La Land (2016)

Dirigido por: Damien Chazelle

Duração: 2h08min
Gênero: Drama / Romance / Musical / Comédia
País de origem: EUA
Classificação: Livre

Sinopse: Mia, uma aspirante a atriz, e Sebastian, um talentoso músico de jazz que está se dedicando a carreira, se encontram em uma cidade conhecida por destruir esperanças e quebrar corações. Em busca de oportunidades para suas carreiras, os dois jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.


Escrivinhando sobre o filme:

Mesmo com a expectativa no nível alto, devido tantas resenhas e indicações, não houve espaço para decepção. Imagina um misto de uma leveza, uma brisa de esperança e de sonhar, pois bem foi assim que funcionou comigo. Logo eu, que sou apaixonada por musicais ao estilo clássico da era de ouro de Hollywood, fiquei como? Lágrimas nos olhos definem da emoção de tanta delicadeza e beleza. Não só esteticamente, como o roteiro é lindamente executado.

Lembra a magia que o cinema pode proporcionar ao espectador. Com um roteiro que desafia a realidade bruta e busca o sonho e a realização desses sonhos, não se deixando engolir por um mundo que devora os sonhos para que eles se encaixem no que é considerado viável e aceitável. Indo contra a corrente da correria e do fazer por fazer para atingir algo que não é parte de você, mas ditado pelo senso comum do que é sucesso ou mesmo felicidade. É preciso que sonhemos, e não apenas isso, que tenhamos a coragem de ir atrás, mesmo que pareça louco ou irracional, sonhar é preciso.

Esse filme é um pouco sobre isso. Sobre como poder sonhar é manter a magia viva dentro de nós. Sobre como realizar esse trajeto pode ser demorado e doloroso, mas válido. E como ter pessoas que comprem essa idéia com você pode fazer a diferença. Senti que é muito sobre possibilidades/probabilidades, como as coisas acontecem de acordo com as escolhas e como tudo pode ser algo diferente a partir de uma escolha diferente.

Emma Stone sempre me deixa apaixonada em seus filmes – mesmo os mais bobos me ganham por ela. Ela parece nem estar atuando, é como se fosse ela mesma, ali toda fofa e sonhadora. Ryan Gosling consegue encantar sendo do cara mais dramático ao mais romântico e sonhador. Os dois juntos tem algo que desconcerta, que deixa você rendido e esperando pelo que virá. Sejam dançando, cantando, ou em pleno silencio enquanto se entreolham. E dá para ver que o Diretor Damien Chazelle sabe o que está fazendo, que sabe lidar com música como elemento principal~, até porque ele já tem no seu currículo o aclamado Whiplash. Dá para notar tantas referências e homenagens aos clássicos, para uma conferida tem até um vídeo que junta algumas referências bem claras que o longa faz. Dá uma olhada no vídeo:

Enfim, tentar falar sobre sem contar o final é realmente um desafio que está me torturando a esse ponto. Mas de maneira geral, mesmo que você não goste de musical como gênero, se tiver a mente aberta e se permitir experimentar, pode ter a mais grata surpresa ao assistir La La Land.


Trailer

Documentário: Sobre Noiz

É raro passar pelo Canal Brasil, mais raro ainda é ficar por ele para conferir o que está passando. Mas eis que uma boa surpresa me levou a descobrir o documentário Sobre Noiz e conferir até o final.

Sobre Noiz (2016)

Dirigido por: Emicida, Evandro Fióti

Duração: 1h 10min
Gênero: Documentário
País de origem: Brasil

Sinopse: Durante a produção de seu álbum “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa”o rapper e ativista Emicida visitou diversas comunidades para criar um panorama da realidade dos jovens que convivem fora dos padrões das classes mais altas.

Imersão profunda no universo do álbum, o vídeo registra toda a sua concepção,  desde os primeiros rascunhos de letras até a viagem que se tornou o pano de fundo da obra.

Com narração do próprio músico, “Sobre Noiz” mostra os preparativos para a viagem, ainda no Brasil, chegando até a África, com imagens das gravações com músicos locais em Praia, Cabo Verde, e de Emicida nas ruas de Luanda.

Na medida em que “Sobre Crianças…” vai tomando forma, reflexões do músico sobre o rap e a música brasileira em geral são intercaladas com questões políticas e sociais dos países africanos por onde ele passou.


Escrivinhando sobre o documentário:

Mesmo não sendo um ritmo que costuma constar na minha playlist, o documentário é maior que apenas o estilo ou ritmo musical. Ele tem uma voz própria, sobre identidade, descoberta e respeito. E como se já não fosse beleza o suficiente presenciar a criação de álbum tão bonito e com mensagens tão fortes, as imagens são extremamente de bom gosto.

Um ar intimista, divertido e que permite uma imersão. Fala com quem está do outro lado, chama para conhecer ainda mais o trabalho do Emicida como um todo, dando além de voz, personalidade e ainda mais carisma.

Quem disse que a simplicidade não basta? Que é preciso milhares de paranauês para ser algo que prenda e cative o olhar? Nesse Doc eu fui pega pela simplicidade e pela simpatia, pedindo licença para entrar e conhecer a casa, a música e a criatividade. Não precisa ser fã de Rap, basta ser apaixonado por música e poesia para se sentir bem vindo e receber o abraço sonoro dessa trilha linda que ele criou.

Para mais informações vou deixar o link do Site do Lab Fantasma, site oficial com informações do documentário. E depois do trailer, você confere uma playlist com as músicas do álbum do Emicida.

Espero que gostem, que se permitam e que compartilhem.

Deixe um comentário com a sua opinião, dica ou bronquinha… estamos aqui para compartilhar idéas e o que mais vier.

 


Trailer:

 

Playlist Emicida –  álbum “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa”

 

Lista – Mais filmes para 2017

Daí você me pergunta: “Mas já não tem tantos outros filmes na sua outra lista?” E eu já peço para não me olhar feio, mas sempre tem mais, porque filme nunca é de mais.

Mais alguns filmes que chegam ainda em 2017 por aqui e que podem ser boas surpresas, ou pelos menos, podem valer uma ida ao cinema – se não chegarem a ir às telonas, vamos ter que descobrir outros modos possíveis e torcer para a distribuição ser boa.

 

1 – The book of love / The Devil and the Deep Blue Sea (ainda sem título em português)

 

Sinopse: Se sentindo incapaz de lidar com a dor de perder sua esposa recentemente, um arquiteto decide fazer amizade com uma menina introvertida e concorda em ajudá-la a construir uma jangada para atravessar o Atlântico.

Com: Jessica Biel, Maisie Williams, Jason Sudeikis

  • Pode ser clichê e batido, mas quem não se rende a um romance/drama para extravasar as emoções?

 

 

2 – Gifted (ainda sem título em português)

 

Sinopse: Frank, um homem solteiro que cria a sobrinha Mary (Mckenna Grace) em uma cidade costeira da Flórida. A garota, no entanto, é um prodígio da matemática e seu talento chama a atenção de Evelyn (Lindsay Duncan), a mãe de Frank, que tem planos que podem separar a garota do tio.

Com: Chris Evans, Mckenna Grace, Jenny Slate e Octavia Spencer

 

3 –O Zoológico de Varsóvia / The Zookeeper’s Wife

 

Sinopse: Polônia, 1939. O zoológico de Varsóvia é mantido sob o comando de Jan Zabinski e cuidados de Antonina, sua esposa. Quando o país é invadido pelos nazistas, eles são forçados a se reportar para o zoologista, Lutz Heck. Logo, Jan e Antonina começam a trabalhar com a resistência e planejam salvar centenas de vidas ameaçadas pela invasão. Baseado em fatos reais.

Com: Jessica Chastain, Daniel Brühl (Adeus Lenin e Bastardos Inglórios)

 

4 – Table 19 (ainda sem título em português)

 

Sinopse: Eloise (Anna Kendrick) deixa de ser madrinha de casamento depois de ser dispensada por torpedo pelo padrinho. Apesar disso, ela decide ir sozinha ao casamento da amiga e acaba em uma mesa de convidados aleatórios, que ela não conhece. No decorrer da festa, eles começam a conversar e Eloise começa a entender melhor cada uma daquelas pessoas.

Com: Anna Kendrick, Lisa Kudrow, Craig Robinson, Stephen Merchant

 

5 – Bingo: O Rei das Manhãs

 

Sinopse: Bingo: O Rei das Manhãs é um filme de comédia/drama brasileiro, baseado em histórias reais de um outro palhaço famoso e querido do grande público, mas por motivos de direitos autorais e outras coisas teve que ter o nome e outros detalhes modificados.

Com: Vladimir Brichta, Leandra Leal, Emanuelle Araújo, Pedro Bial

 

 

6 – Lion – Uma Jornada Para Casa / Lion

 

Sinopse: Quando tinha apenas cinco anos, o indiano Saroo (Dev Patel) se perdeu do irmão numa estação de trem de Calcutá e enfretou grandes desafios para sobreviver sozinho até de ser adotado por uma família australiana. Incapaz de superar o que aconteceu, aos 25 anos ele decide buscar uma forma de reencontrar sua família biológica.

Com: Dev Patel, Nicole Kidman, Rooney Mara, David Wenham

 

 

Mais alguma sugestão de filmes? Ou quer deixar sua opinião sobre alguns desses que listei?  Deixe um comentário!

Sob o encanto de Marilyn Monroe

Uma pausa para falar, ver e pensar um pouco em Marilyn Monroe. Seja como personagem de si mesma, reinterpretada em um filme de memórias, um documentário ou mesmo na lembrança que sua imagem pode provocar.

Uma força maior do que ela talvez pudesse imaginar, mas que provavelmente faria parte do seu plano. Mais que a loira de corpo escultural e com grande apelo sexual, mais que a garota que sonhava em ser artista. Um pouco dos dois, se me permitir, mas ainda com um toque etéreo que marcou sua passagem.

Vamos conversar sobre ela…

Sete Dias Com Marilyn

Título original: My Week with Marilyn (2011)

Dirigido por: Simon Curtis

Duração: 1h 41min
Gênero: Drama/Ficção histórica
País de origem: EUA e Reino Unido
Classificação: 12 anos

Sinopse: A musa Marilyn Monroe está em Londres pela primeira vez para filmar “O príncipe encantado”. Colin Clark, o jovem assistente do prestigiado cineasta e ator Laurence Olivier, sonha apenas em se tornar um diretor de cinema, mas logo viverá um romance com a mulher mais sexy do mundo. O que começa como uma aventura amorosa mudará a vida do ainda inocente Colin e revelará uma das várias facetas de um dos maiores mitos do século XX.

*Está disponível no catálogo da Netflix


Escrivinhando sobre o filme:

A reconstrução de cenários, figurinos e mesmo o casting do filme são tão bem feitos, bem detalhados que me deixaram boquiaberta. E sem falar que Michelle Williams, mesmo não sendo tão parecida fisicamente, encarnou de tal forma a Marilyn que convence sem sombra de dúvidas. Tanto quando apresenta a personagem Marilyn Monroe que o público conhecia, quanto quando mostra um lado íntimo e vulnerável que só imaginamos a partir dos diários e cartas que vieram a público anos após sua morte.

Em entrevistas vi a Michelle Williams falando sobre essa liberdade de criar a figura, a voz da Marilyn nos seus momentos íntimos, já que a Marilyn que nós conhecemos é uma personagem estudada e criada. Achei muito interessante, esse conceito e essa liberdade que houve no filme, tão bem executado por Michelle que é crível e transborda realidade. Eu pude imaginar a Marilyn das angústias e dúvidas mil que descrevia em seus diários a falta de amor, a jovem tomada pela solidão que não conseguia se sentir completa ou realmente admirada. Tendo visto alguns documentários sobre ela e sua trajetória, fiquei encantada pelo trabalho neste filme para humanizar a garota que foi endeusada.

Além da aura que rodeava a atriz, o filme relata os problemas já conhecidos de sua rotina durante as gravações, e como as suas angústias refletiam em suas atuações. Linda e frágil se tornava cada vez mais vulnerável ao se fechar cada vez mais.

Trailer do filme:


Além deste filme, o filme/documentário Love, Marilyn é outra obra que é muito boa para se aprofundar ainda mais no universo e conhecer um pouco mais desta personagem que que povoa até os dias de hoje o imaginário e a curiosidade das pessoas.

Love, Marilyn

Dirigido por: Liz Garbus

Duração: 1h 47min
Gênero: Documentário, Filme Biográfico

Sinopse: 50 anos após sua morte, duas caixas com documentos, diários, poemas e cartas escritas por Marilyn Monroe foram encontradas. As anotações pessoais desta icônica diva do cinema mostra um novo lado da atriz, perseverante e estudiosa, que tornou-se prisioneira da própria personagem que criou. Conta com depoimentos e leituras de grandes nomes de Hollywood.

Trailer Documentário:


 

Hurricane Bianca

Um passeio pela Netflix e encontro o filme da Bianca Del Rio, e como eu poderia não assistir? O fato de você gostar ou não de RuPaul’s Drag Race, de ter torcido ou não pela Queen Bianca, vai interferir e muito no seu modo de ver esse filme.

Hurricane Bianca

Título original: Hurricane Bianca (2016)

Dirigido por: Matt Kugelman

Duração: 84 minutos
Gênero: Comédia
País de origem: EUA
Sinopse: ​Richard, um professor nova-iorquino, muda-se para uma pequena cidade do Texas, onde acaba sendo demitido por ser gay. Para se vingar, ele retorna ao cargo como Bianca, uma mulher cheia de ódio. Atual, comovente e engraçado, Hurricane Bianca é a busca de uma pessoa por si mesma enquanto finge ser outra.


Escrivinhando sobre o filme:

Uma comédia meio exagerada, escrachada e beirando o clichê, mas ainda assim muito interessante porque toca em várias questões que valem ser mencionadas. Intolerância, preconceito, bullying e auto descoberta.

Mas, como disse no início, se você já conhece e gosta de Drag Race e da Bianca, provavelmente vai te influenciar. Porque você vai torcer um pouco mais, independente do baixo orçamento e roteiro fraco, e até das atuações meio galhofas.

Vale as risadas e as sacadas da Bianca, mas não passa muito disso.


Trailer:

Lista de Filmes para Ver

O mundo cinematográfico é cheio de filmes novos lançados o tempo todo, mas nem todos chegam até nós com a mesma divulgação, na verdade muitos nem chegam ao nosso conhecimento, ainda mais se você não vai buscar. Sejam produções pequenas, independentes ou apenas por decisão dos estúdios ou distribuidoras, a lista é grande.

Estava vendo trailers de filmes que quero ver em 2017, lançamentos que estão por vir nesse ano, e de repente me deparei com vários filmes que chamaram minha atenção mas que são de anos atrás e que eu nem mesmo tinha conhecimento. Daí comecei a listar para poder correr atrás deles para conferir, tem de tudo um pouco e com atores que costumam chamar audiência ou pelo menos atiçam curiosidade por estarem no hype. Alguns até chegaram, mas passaram meio despercebidos e se você não ouviu falar, nem viu o trailer, acho que pode se interessar com essa espiada. Separei 7 filmes para compartilhar:

 

1- A Luta Por Um Ideal / Won’t Back Down (2012)

Inconformadas com a situação precária da escola de seus filhos, uma professora e uma mãe unem forças para lutar por um futuro melhor para as crianças de sua comunidade.

 

2 – As Palavras / The Words (2012)

Um famoso autor em crise conta a história de seu mais novo livro. Com dificuldades para publicar seu primeiro romance, ele encontra um antigo manuscrito sem dono e decide publicá-lo como se fosse seu.

 

3 – Dois Lados do Amor / The Disappearance of Eleanor Rigby (2014)

Conor Ludlow e Eleanor Rigby são casados, mas a dor de um trágico acontecimento a faz deixar o marido. Enquanto ela tenta recomeçar, ele tenta reencontrar o amor desaparecido e entender o que de fato aconteceu.

 

4 – Regressão / Anna (2014)

Anna Greene, 16 anos, é filha de um dos casais mais ricos dos Estados Unidos. A inteligente e manipuladora jovem acaba de passar por um grande trauma relacionado à sua família. Para investigar o caso, é convocado o detetive John Washington, que tem o poder de entrar na mente das pessoas. Cabe a ele determinar se Anna é inocente ou uma sociopata capaz de assassinato.

 

 

5 – Lições em Família / Wish I was Here (2014)

Aidan Bloom é um ator, pai e marido, que com 35 anos ainda sonha em encontrar sua identidade ou um propósito para sua vida. Aidan e a esposa sofrem financeiramente e a relação não melhora com o fato de que ele passa boa parte do tempo sonhando em ser um grande e futurístico guerreiro espacial, um sonho seu desde pequeno.

 

6 – Encalhados / Laggies (2014)

Quando uma jovem mulher irresponsável e imatura (Keira Knightley) recebe um pedido de casamento de seu namorado, ela entra em crise. A primeira ideia é fingir que precisa fazer um retiro em busca de auto conhecimento profissional, mas de fato ela se esconde na casa da sua nova melhor amiga, a adolescente Annika (Chloe Grace Moretz).

 

7 – A Autópsia / The Autopsy of Jane Doe (2016)

Tommy Tilden (Brian Cox) e Austin Tilden (Emile Hirsch), seu filho, são os reponsáveis por comandar o necrotério de uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos. Os trabalhos que recebem costumam ser muito tranquilos por causa da natureza pacata da cidade, mas, certo dia, o xerife local (Michael McElhatton) traz um caso complicado: uma mulher desconhecida foi encontrada morta nos arredores da cidade – “Jane Doe”, no jargão americano. Conforme pai e filho tentam descobrir a identidade da mulher morta, coisas estranhas e perigosas começam a ocorrer, colocando a vida dos dois em perigo.

 

Se você já assistiu algum, ou se tem mais dicas para filmes que passaram desapercebidos compartilha nos comentários a sua opinião.

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A Colina Escarlate

Depois de muito ouvir e ler criticas e reclamações, mesmo com dois atores que eu admiro e que geralmente rendem bons filmes e do próprio Guilhermo Del Toro carregar o filme com seu nome e visual. Fui desesperançosa e com muitas dúvidas sobre o que veria – lembrando como me senti em relação ao MAMA, que me deixou um pouco desapontada. Ainda assim, tentei ir com a mente aberta, sem julgar …


A Colina Escarlate

Título original: Crimson Peak (2015)

Dirigido por: Guilermo Del Toro

Duração: 119 minutos
Gênero: Fantasia, Drama, Terror, Suspense
País de origem: Canadá e EUA
Classificação: 16 anos

Sinopse: Apaixonada pelo misterioso Sir Thomas Sharpe (Tom Hiddleston), a escritora Edith Cushing (Mia Wasikowska) muda-se para sua sombria mansão no alto de uma colina. Habitada também por sua fria cunhada Lucille Sharpe (Jessica Chastain), a casa tem uma história macabra e a forte presença de seres de outro mundo não demora a abalar a sanidade de Edith.


Escrivinhando sobre o filme:

A atmosfera do filme é muito interessante, as cores, cenários, figurinos, visual e sonoramente o filme encanta, como já havia sido observado por várias pessoas. O roteiro promete o suspense seguido de um terror, mas faltou algo.

A química entre Sir Thomas Sharpe (Tom Hiddleston) e Edith Cushing (Mia Wasikowska) é quase inexistente, não tem veracidade ou mesmo dá liga, deixa uma impressão clara de atuação, não faz com que o espectador se importe ou relacione com os personagens. E ver a Jessica Chastain tão desperdiçada, quase apagada em tela, chega a dar uma tristeza. Ainda assim eu segui tentando não julgar, chegar até o final de mente aberta, foi difícil, mas me esforcei. Edith parecia uma personagem forte e predestinada, com seus sonhos e convicções, mas depois vira uma mocinha tola que se deixa levar do nada por uma “amor” que não exala nem amor, nem paixão. É estranho, é acelerado para que as coisas aconteçam mais rápido e fica solto e perdido.

No geral, não é um mal filme, não mesmo… mas foi executado de forma questionável. Todo o cuidado com o visual foi deixando a trama em segundo plano, e ficou largado e previsível até certo ponto. Levando em conta o visual e as ambientações, eu gostei, mas realmente não sei se assistiria mais vezes – talvez alguns trechos para suspirar novamente nos figurinos. Mas não é tão ruim a ponto de gongar ele para minha lista dos piores filmes… Literalmente já filmes bem horríveis, e esse é bonito e bem feito pelo menos.


Trailer:

Caça Fantasmas (2016)

Tentando fugir do hype negativo, esperei para poder conferir com mais calma e com menos pressão de expectativa. Às vezes a tática funciona, outras nem tanto, mas vale tentar. Se funcionou ou não nesse caso, vem comigo que eu já te falo…

Caça Fantasmas

Título original: Ghostbusters (2016)

Dirigido por: Paul Feig

Duração: 1 hora 57 minutos
Gênero: Fantasia, Aventura, Comédia, Ação
País de origem: Eua
Classificação: 10 anos

Sinopse:  Atualmente uma respeitada professora da Universidade de Columbia, Erin Gilbert (Kristen Wiig) escreveu anos atrás um livro sobre a existência de fantasmas em parceria com a colega Abby Yates (Melissa McCarthy). A obra, que nunca foi levada a sério, é descoberta por seus pares acadêmicos e Erin perde o emprego. Quando Patty Tolan (Leslie Jones), funcionária do metrô de Nova York, presencia estranhos eventos no subterrâneo, Erin, Abby e Jillian Holtzmann (Kate McKinnon) se unem e partem para a ação pela salvação da cidade e do mundo.


Escrivinhando sobre o filme:

Levando em conta que se passa num universo em que os casos dos dois primeiros filmes dos anos 80 não aconteceram, e que não se refere a uma continuação ou mesmo um reboot, mas sim como uma homenagem ou mesmo uma nova abordagem ao tema, respeitando referências. Nesse sentido funciona muito bem. Seja nos looks, personalidades ou mesmo na trilha que resgata um pouco da essência dos primeiros filmes.

É divertido, meio bobo – mas os outros também eram quando revejo hoje. A motivação do vilão realmente não cola, mas ainda assim diverte. São atrizes muito boas em fazer humor/comédia, elas tem um timing muito bom, assim como uma energia boa juntas, mas tem algo que ficou faltando. Não sei o que foi, mas ficou um buraquinho, algo que não entregou, mas ainda assim funciona como um filme para ver e se divertir com a família. As personagens são interessantes, funcionam bem juntas e isso faz a liga que compensa os pontos fracos que possamos encontrar no caminho.

E sobre todo o burburinho que rendeu sobre as pessoas nem terem visto e já odiarem por ser um filme com mulheres, um grande e sonoro ME POUPE. O gênero não fez diferença no enredo da história a ponto de estragar algo ou ser uma afronta absurda. Mas faz diferença para que muitas meninas possam crescer com modelos nas telonas que passam longe de donzelas, princesas, garotas que só querem saber de encontrar o amor e serem salvas. É importante e muito saudável, oferecer papéis diferentes, como mulheres inteligentes que não ficam em função do sexo oposto ou do que a sociedade julga como feminino. Cresci num universo em que os personagens mais legais, aventureiros e divertidos eram vividos por homens, e no contraponto disso as mulheres ou eram em sua maioria aquele esteriótipo feminino, delicado e frágil, ou pulavam para algo sexualizado ao extremo (Exemlpo de Elvira a Rainha das Trevas) ou já iam ao quase masculinizado (Ripley de Alien ou a Sarah Connor do Exterminador – que pula de mocinha do primeiro filme para uma brucutu no segundo filme). Mas ter variedade de papéis e personagens, opções para encontrar algo que fale ou represente algo mais próximo de você, isso importa e muito. Seja em relação a gênero, cor, ou qualquer que seja o caso.

É triste ver gente que nem viu e já dizer coisas horríveis, ou pessoas que já vão ver pensando em detonar o filme. Cá entre nós os antigos não eram essa maravilha toda, quando a gente revê hoje em dia. Eles são divertidos e nostálgicos? Sim, claro que são! Eu mesma paro para rever vez ou outra. Mas se você olhar bem, vai notar que também tem furos no roteiro, que os personagens não evoluem ou que mudam de profissão completamente como é o caso da personagem da Sigourney Weaver, mas ele diverte, muito mais pelo fator de nostalgia que sentimos ao lembrar da infância e de quando assistimos pelas primeiras vezes.

Em resumo, vale como filme leve para divertir, rir um pouco e matar um tempo comendo pipoca e rindo ao encontrar as referências e homenagens. Mas não vale se você for ver com aquela idéia formada de que vai ser ruim por que são elas… ou de que será uma obra prima do cinema. É sessão pipoca!

 


Trailer:

 

Podcast Deu Na Caixola – #03 – O Iluminado

E nesse terceiro episódio do podcast Deu Na Caixola, Claudia Poulain e Rafael Pedago trazem uma conversa sobre o clássico filme O Iluminado, do Stanley Kubrick, baseado no livro do Stephen King.

Em uma conversa solta e descompromissada, comentando um pouco do filme, do livro e das impressões de rever depois de tantos anos essa obra prima do cinema. Comparando um pouco com o livro e as atuações de Jack Nicholson  e Shelley Duvall nessa adaptação.

Vem com a gente nessa conversa, compartilhe sua opinião, mande um feedback para o podcast poder conhecer melhor quem está fazendo parte dessa história que estamos começando através do nosso Facebook do Box Of Me ou a página do podcast, nossas redes sociais estão à disposição. Assim como o nosso e-mail.

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