Stranger Things

Em um mundo repleto de séries, com tantas indicações vindas de todos os lados, é mais que natural a gente questionar o porque dar abertura para mais uma novidade do momento. E muito além de nomes de elenco, de produção com mega orçamento, de divulgação em mídias variadas, ou o burburinho nas redes sociais… qual o seu critério para dar uma chance e testar uma novidade?

Eu me rendi depois de ver as referências que fazia aos filmes e temas que me eram caros. E em especial depois de ler uma citação de Stephen King elogiando não só a série como a atuação de Winona Ryder.

stephen-twitter

“STRANGER THINGS é pura diversão. A+. Não perca. Winona Ryder brilha.”

Depois disso, não teve muito como fugir da curiosidade monstro e me rendi, e consegui a muito custo levar comigo nessa viagem o marido, que mesmo estando mais ressabiado do que eu, depois do primeiro episódio já estava mais do que conquistado.

strangerthings

Sinopse:

Situada no interior de Indiana, na década de 1980, a história inicia com o desaparecimento de Will, um menino de 12 anos. Enquanto a família e os amigos tentam entender o que aconteceu, o chefe de polícia Hooper inicia uma investigação e se depara com experiências secretas conduzidas pelo governo numa base militar no subúrbio da cidade. Ao mesmo tempo, os amigos de Will – Mike, Dustin e Lucas – tentam localizá-lo por conta própria, mas acabam encontrando Eleven, uma menina misteriosa, com estranhos poderes.

Por onde começar? Como começar? Eu que ainda estou digerindo tanto amor e tantas referências. Uma série assim tão bem realizada, dá gosto de ver e indicar. Mas não sei ao certo como iniciar, mas daremos aqui um jeito para que as coisas pelo menos façam sentido para você que está me acompanhando na leitura.

Me fez lembrar daqueles clássicos dos anos 70/80 em que um grupo de amigos sai para uma aventura, mas além disso era explorada toda a relação entre aquelas crianças e como elas enxergavam o mundo diferente e muitas vezes muito melhor que os adultos que viviam presos à convenções e regras. Mas isso não é ponto meu, é uma das premissas da série resgatar aquele clima, aquela ambientação e respeitosamente retratar o misto de referências. São apenas 8 episódios, de aproximadamente 45 minutos, mas que são construídos com tanta maestria que você já faz parte da história desde o seu início.

O elenco foi escalado com perfeição e as crianças dão um show de talento, carisma e muita naturalidade. O grupo tem uma química muito boa. As características de cada um, seja física ou psicológica foi muito bem construída ao logo do 8 episódios. A ponto de você tender a imaginar a reação antes mesmo dela ser iniciada – ou saber que algo é ou não do feitio do personagem. A ambientação, os figurinos, tudo que relata o período é tão cuidadosamente feito que chega a ser lindo. E esse período retratado (1983) para sair do bem feito e entrar no brega esquisito é um pulo, mas não ouve deslize ao meu ver. Não sou especialista, mas…rs

Mas pulando toda a parte técnica, que inegavelmente é muito boa, pois nem é muito o meu ramo. Vamos passar para a história. Um misto de emoções jorraram ao ver essa série, como se eu estivesse em um imenso e delicioso túnel do tempo. Não só pela estética, temática ou outro artifício qualquer, mas a junção de todos os fatores e todos o detalhes. Me senti como a criança que sentava no sofá em frente à televisão na casa da minha avó, revendo aos filmes de sessão da tarde/cinema em casa. Foi como ver pela primeira vez, novamente, um misto de Conta Comigo, Carrie, ET, Goonies, Sexta feira 13, Poltergeist, Alien e tantos outros que me fogem agora. A série exala nostalgia. Ela tem o clima clássico de Stephen King. Perdi a conta de quantas vezes me peguei torcendo, roendo as unhas, sofrendo e rindo.

Eu tentei expressar meu carinho pela série, sem estragar a experiência de quem ainda não viu. Sem falar muito daqueles detalhes e plots que fazem valer as surpresas. Espero que além de qualquer coisa, tenha ficado interessante para a leitura e expressado a emoção de uma nostálgica espectadora que não pode esperar para que saia a segunda temporada, porque a espera é agoniante. E mais uma vez a constatação de o Netflix não veio para brincar, e sim produzir conteúdo de ótima qualidade. E resgatar aquele espírito de engajamento pelo conteúdo, que salvas algumas exceções, estavam meio que esquecidos. E não tem boleto Netflix, é só relato da experiência, mas bem que poderia. Lembrando e citando o Podcast Um MilkShake Chamado Wanda: “Aceita-se/Fazemos Permuta!” – que fica de dica extra de programa/conteúdo pop.

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0 Comments

  1. umapaixaochamadalivrosblog

    Tenho lido ótimos comentários sobre esse seriado e estou louca para assistir!

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    1. boxofmeblog

      Eu estava com receio, de tanto falarem, mas valeu e muito ?

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      1. umapaixaochamadalivrosblog

        Obrigada, já decidi que vou mesmo começar a assistir. Valeu 🙂

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