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The Silenced

Depois de tantos meses com esse filme no topo da lista de indicações na Netflix, resolvi dar um chance. Regra máxima de não saber muito e sem ver trailer, contando apenas com a mínima e quase nada informativa sinopse da Netflix. O que resultou? Vem ler comigo…

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The Silenced

Título original: Gyeongseonghakyoo: Sarajin Sonyeodeul (2015)

Direção: Lee Hae-Young (II)

Gênero: Suspense, Mistério, Thriller, Terror

Duração: 99 minutos

Sinopse: Joo-Ran, uma menina doente, se transferências para um novo internato para recuperar a saúde. Mas ela descobre que as alunas estão desaparecendo e percebe mudanças anormais acontecendo com seu corpo. Ela suspeita que a escola é responsável pelo o que está acontecendo e tenta descobrir o segredo que está escondido.


Trailer:

 


Sobre o filme:

Tem indicação de filme de terror em alguns lugares, mas eu não o definiria assim. Tem muito mais do suspense e mistério, quase um thriller que guarda surpresas que usar o termo terror pode levar o expectador a ter uma idéia muito errada, já que as pessoas já são levadas a esperar por algo sobrenatural, de monstro ou algo muito gore. Mas tirando isso, vamos ao ponto.

Filme sutil, com um ar de mistério que por si só já deixa uma tensão no ar. E a estética do filme, o que dizer além de elogiar? Seria bem difícil não me encantar pelas sutilezas e cores.

Vale uma chance para conhecer.

 

 

 

Logan

 

Daí você se prepara para ver o último filme do Hugh Jackman como Wolverine, imagina que vai ser bom depois de criar expectativa com o trailer e o hype. Mas será que vai ser realmente essa coisa toda? Vem ver…

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Título original: Logan (2017)

Direção: James Mangold

Roteiro: Michael Green, David James Kelly

Sinopse: Em 2024, os mutantes estão em declínio e as pessoas não sabem o motivo. Uma organização está transformando as crianças mutantes em assassinas e Wolverine, a pedido do Professor Xavier, precisa proteger a jovem e poderosa Laura Kinney, conhecida como X-23. Enquanto isso, o vilão Nathaniel Essex amplia seu projeto de destruição.


Trailer:


Sobre o filme:

Depois de 17 anos acompanhando Hugh Jackman como Wolverine, chegou a hora de se despedir dessa dupla. Foi também a despedida do querido Isaac Bardavid como dublador deste personagem depois de tantos anos (23 anos) dando voz e vida ao personagem carrancudo e tão amado.  Ninguém disse que seria fácil, e realmente não foi, mas pelo menos foi em um filme que honrou e deu ao personagem e ao público um encerramento digno e emocionante.

Logan não é um filme sobre heróis, mas sim um filme sobre a vida, sobre envelhecer e também sobre amizade e companheirismo. Ele tem mais do que uma história de ficção de mutantes com poderes, fala de superar e sobre perder. E assim como essas coisas não são fáceis mas dolorosas, também é o filme – de uma forma boa. Mas muita calma, ainda é um filme com e do Wolverine, então tem sim muita ação e violência, então essa mistura entre o drama e a pancadaria são feitos de um forma tão bem feita que se justifica dentro da trama.

Essa despedida não só de Logan, mas também de Patrick Stewart como Professor Xavier e talvez até de uma fase dos X-Men como tínhamos até o momento – um futuro novo reboot quem sabe? Mas o importante é que aqui temos um filme que valeu a espera. E mais uma coisa, o choro e a emoção são livres.

Sob a Sombra

Filme de terror pode ir além do susto, pode levar mensagem mais profunda e pode emocionar também. Dentro dessa linha Sob a Sombra traz um questionamento que vai além do sobrenatural e faz refletir.

SOB A SOMBRA

Título Original: Zir-e Sayeh (Under the Shadow) (2016)

Sinopse: Teerã, 1988. A guerra entre Irã e Iraque ressoa pelo seu oitavo ano. Uma mãe e sua filha ficam pouco a pouco dilaceradas com as campanhas de bombardeio sobre a cidade junto com a sangrenta revolução do país. Lutando diariamente para ficarem juntas em meio aos terrores, um misterioso mal ronda o apartamento onde elas moram.


Trailer: não encontrei com legendas em português, mas o filme é fácil de encontrar – está no catálogo da Netflix.


Sobre o filme:

Se você quer um filme de terror que te deixe tenso e ao mesmo tempo te faça pensar em mais do que os sustos esse é um bom filme para você. Mais que sustos e o sobrenatural, tem um questionamento ali sobre o medo constante nessas regiões de conflito e ataques. O mal ali apresentado pode ser mais que o mito e ser uma analogia ao medo e ao real terror enfrentado por quem vive nessas condições. O filme se passa em 1988, mas não tem como não relacionar com a situação atual da Síria e os ataques constantes e a situação de quem decide ficar e tentar manter a vida nesses lugares.


Já assisitu? Gostou da dica? Deixe uma mensagem!

A Chegada (Arrival)

Só tenho a agradecer por todas as indicações que li e ouvi nos podcasts RapaduraCast e Mamilos, em especial a dica de como ver/o que esperar. Um disclaimer bom foi que apesar de um filme de ficção científica, de ter a trama dos seres que chegam na terra, apesar dessas coisa o tema principal é a humanidade, a comunicação.

A Chegada
Título original: Arrival (2016)

 

Direção: Denis Villeneuve

Gênero: Drama/Ficção Científica

Duração: 1h58min

Sinopse: Naves alienígenas chegaram às principais cidades do mundo. Com a intenção de se comunicar com os visitantes, uma linguista e um militar são chamados para decifrar as estranhas mensagens dos visitantes.

 


Escrivinhando sobre o filme:

E o que dizer quando mesmo com o disclaimer que poderia ser quase um spoiler não te prepara para o que virá? Quando um filme não poderia dizer mais e ser entregue em melhor momento? A Chegada é um filme que fala de uma situação hipotética e fictícia, mas ainda assim tão verossímil e com tanta relevância ao nosso momento histórico. Em tempos que a comunicação é deixada de lado. Quando não há diálogo, mas sim as imposições e o medo, que nos guia em decisões e posições questionáveis.

É interessante como ele passeia, quase brincando, pelas nossas conclusões ao longo da apresentação da personagem Louise. Ele não mente ou te engana, mas te apresenta as coisas sem explicar, e você vai montando um teoria, para depois descobrir que não era o que você deduzia. Além disso, ele não fica te explicando as coisas… sabemos e aprendemos junto com os personagens, somos colocados ao lado deles para evoluir no entendimento juntamente com eles. E descobrir a revelação, junto com Louise, é importante para preservar a experiência, então vou manter o controle e segurar os Spoilers. Mas digo que pela primeira vez consegui ver Amy Adams e adimirar o trabalho dela como atriz, sem notar que ela estava se esforçando para atuar… mas apenas acreditar nas emoções e me deixar levar pela história.

Fico por aqui, com a indicação de que vejam o filme e se permitam descobrir essa história.

 


Trailer:

Estrelas Além do Tempo (Hidden Figures)

Sabe quando você ouve as pessoas falarem de um filme, série, livro ou seja lá o que for. E de tanto ouvir você começa a duvidar ou se perguntar dos motivos de tanto comentário? Enfim, eis um pouco do que foi com La La Land e agora com Estrelas Além do Tempo. Então vamos aproveitar o espaço e falar desse filme que chega hoje aos cinemas no Brasil. Tive a oportunidade de assistir na terça, na sessão de pré-estréia que Fox Film do Brasil disponibilizou juntamente com o Papel Pop e o Podcast Um Milkshake Chamado Wanda. Só tenho a agradecer a todos.

 

Estrelas Além do Tempo

Título original Hiden Figures (2016)

Dirigido por: Theodore Melfi

Duração: 2h07min
Gênero: Drama/Comédia dramática
País de origem: EUA

Sinopse: No auge da corrida espacial travada entre Estados Unidos e Rússia durante a Guerra Fria, uma equipe de cientistas da NASA, formada exclusivamente por mulheres afro-americanas, provou ser o elemento crucial que faltava na equação para a vitória dos Estados Unidos, liderando uma das maiores operações tecnológicas registradas na história americana e se tornando verdadeiras heroínas da nação.

 


Escrivinhando sobre o filme:

Um filme baseado em fatos reais, em mulheres reais que vão além do que as pode definir, seja por seu gênero ou pela cor de sua pele, em momentos na história americana em que a segregação era como um direito ou como algo aceitável aos olhos da lei em determinados lugares. E o mais assustador é perceber que isso tudo foi a tão pouco tempo em quesitos históricos, de uma forma geral, e até o medo que começou a surgir após essa última eleição nos EUA, com a escolha de um candidato não só controverso (para falar o mínimo) e com um discurso um tanto absurdo, mas em especial pela maioria dos seus apoiadores que apresentam posturas não só misóginas, mas principalmente preconceituosas. De forma geral, filmes assim, que nos fazem olhar para o passado são importantes para nos lembrar do quanto evoluímos e de como precisamos cuidar para não retrocedermos.

A beleza com que o filme toca nesse tema, com tanta delicadeza e sensibilidade que consegue passear entre momentos de tensão e aquele sorriso leve. O trio principal, não deixa margem para dizer algo que não seja um elogio sonoro e esfuziante. Taraji P. Henson interpretando Katherine Johnson, Octavia Spencer
como Dorothy Vaughn e Janelle Monáe como Mary Jackson nos brindam com muita emoção e uma química em tela que me faz querer rever o filme em looping eterno.

A cada conquista, em cada novo obstáculo, em toda busca que elas tiveram, foram mais do que pensavam delas – eram amigas, mulheres, esposas, mães, filhas, sonhadoras, lutadoras, mentes brilhantes, estrelas persistentes que continuaram a brilhar mesmo com tudo que o mundo poderia fazer para tentar anular todo e qualquer esforço delas.
Além de mulheres e negras e todos os preconceitos já imagináveis naquele momento, elas tinham ainda que enfrentar o preconceito de serem inteligentes e pensar além do que era permitido num mundo em que os homens delimitavam, homens brancos que não aceitavam o sucesso e a sabedoria que pudesse vir de figuras vistas como inferiores. E apesar de tudo, elas não se perderam de si mesmas, não deixaram o mundo calar a voz interior… e como dito no filme pela personagem Mary Jackson, ousaram ser as primeiras num mundo que jogava a linha de chegada cada vez mais distante de cada passo que elas alcançavam.

“Essas mulheres não reclamavam, elas se focavam e resolver.”

Um filme para ser visto, independente do seu gênero e da sua cor, idade ou motivação.

 


Trailer:

Comer Rezar Amar (filme)

Numa pausa reflexiva finalmente encarei o filme. Esperava algo e de certa forma foi um pouco do que imaginava, com uma pitada de algo a mais que falou com aqueles questionamentos internos que a gente geralmente evita.

Comer Rezar Amar

Título original: Eat Pray Love (2010)

Dirigido por: Ryan Murphy

Duração: 2h 20min
Gênero: Drama/Romance
País de origem: EUA

Sinopse: Liz Gilbert pensa que ela tinha tudo que queria na vida: uma casa, um marido e uma carreira de sucesso. Porém recém-divorciada e de frente para um momento de mudança, ela se sente confusa sobre o que é importante em sua vida. Ousando sair da sua zona de conforto, Liz embarca em uma busca de auto-descoberta que a leva à Itália, à Índia e a Bali.

*Está disponível no catálogo da Netflix


Escrivinhando sobre o filme:

A forma como você avalia o filme pode variar de acordo com o momento em que você está. Se fosse em outro momento, talvez eu também visse de outra forma e teria gostado um pouco menos. E não necessariamente a personagem da Liz tem tanto carisma que crie a ligação necessária para se apegar – mesmo sabendo que ela é inspirada numa personagem real ou mesmo com o enorme carisma da Julia Roberts – no filme em alguns momentos ficou faltando algo que desse mais profundidade à Liz. Mas no geral, os questionamentos são válidos e interessantes.

A busca por auto reconhecimento, depois de anos de se deixar definir pelos outros, pelas relações, pelo trabalho ou qualquer outra coisa que não seja o eu. E descobrir que nós somos essa mistura, somos um pouco de tudo que nos define, mas precisamos aprender a lidar com isso, respeitar e compreender.

As imagens são lindas, os lugares visitados são de tirar o ar e de querer fazer a mesma coisa – por o pé no mundo para conhecer, absorver tanta beleza, toda novidade, tanta cultura. Mas ainda me dói pensar que para uma pessoas que ficou sem nada, conseguir fazer toda aquela via sacra, seria no mínimo meio complicado no quesito de logística. Mas apesar disso, ignorando essa parte e a de não entender muito como é possível – com toda a suspensão de descrença ativada – é uma agradável sensação de embarcar com ela para para se permitir experimentar essas descobertas.

Sim, é sofrível ver o Ravier Barden encarnando um brasileiro e arranhando no português, quando temos tantos atores bons. Mas cá entre nós, quem chamaria mais público? Fez tanta diferença assim? Eu aceitei, respirei fundo e segui a viagem, no fim ficou em segundo plano essa parte – ele poderia ser de qualquer origem – o que realmente importava era a emoção e as motivações dele, mais que saber de onde ele vinha e se o ator era mesmo de lá.

No geral, um filme leve, com bons questionamentos sobre o indivíduo em sua busca por se conhecer.


Trailer:

La La Land : Cantando as Estações

Numa ansiedade enorme para conferir nos cinemas o filme que vem se destacando e colecionando indicações. E Já aproveitando que se trata de um musical com cara de nostalgia pura, aproveitei e conferi na sessão Drive-In lá no Cine Belas Artes Caixa, com direito a banco de carro e conforto com uma pegada retro. Os únicos poréns são: a sala fica um pouco clara porque a lanchonete fica funcionando durante a sessão, e a reprodução não ser em alta definição plena. Mas esses dois eu decidi relevar pela experiência da sala e filme como um todo.

La La Land – Cantando as Estações

Título original: La La Land (2016)

Dirigido por: Damien Chazelle

Duração: 2h08min
Gênero: Drama / Romance / Musical / Comédia
País de origem: EUA
Classificação: Livre

Sinopse: Mia, uma aspirante a atriz, e Sebastian, um talentoso músico de jazz que está se dedicando a carreira, se encontram em uma cidade conhecida por destruir esperanças e quebrar corações. Em busca de oportunidades para suas carreiras, os dois jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.


Escrivinhando sobre o filme:

Mesmo com a expectativa no nível alto, devido tantas resenhas e indicações, não houve espaço para decepção. Imagina um misto de uma leveza, uma brisa de esperança e de sonhar, pois bem foi assim que funcionou comigo. Logo eu, que sou apaixonada por musicais ao estilo clássico da era de ouro de Hollywood, fiquei como? Lágrimas nos olhos definem da emoção de tanta delicadeza e beleza. Não só esteticamente, como o roteiro é lindamente executado.

Lembra a magia que o cinema pode proporcionar ao espectador. Com um roteiro que desafia a realidade bruta e busca o sonho e a realização desses sonhos, não se deixando engolir por um mundo que devora os sonhos para que eles se encaixem no que é considerado viável e aceitável. Indo contra a corrente da correria e do fazer por fazer para atingir algo que não é parte de você, mas ditado pelo senso comum do que é sucesso ou mesmo felicidade. É preciso que sonhemos, e não apenas isso, que tenhamos a coragem de ir atrás, mesmo que pareça louco ou irracional, sonhar é preciso.

Esse filme é um pouco sobre isso. Sobre como poder sonhar é manter a magia viva dentro de nós. Sobre como realizar esse trajeto pode ser demorado e doloroso, mas válido. E como ter pessoas que comprem essa idéia com você pode fazer a diferença. Senti que é muito sobre possibilidades/probabilidades, como as coisas acontecem de acordo com as escolhas e como tudo pode ser algo diferente a partir de uma escolha diferente.

Emma Stone sempre me deixa apaixonada em seus filmes – mesmo os mais bobos me ganham por ela. Ela parece nem estar atuando, é como se fosse ela mesma, ali toda fofa e sonhadora. Ryan Gosling consegue encantar sendo do cara mais dramático ao mais romântico e sonhador. Os dois juntos tem algo que desconcerta, que deixa você rendido e esperando pelo que virá. Sejam dançando, cantando, ou em pleno silencio enquanto se entreolham. E dá para ver que o Diretor Damien Chazelle sabe o que está fazendo, que sabe lidar com música como elemento principal~, até porque ele já tem no seu currículo o aclamado Whiplash. Dá para notar tantas referências e homenagens aos clássicos, para uma conferida tem até um vídeo que junta algumas referências bem claras que o longa faz. Dá uma olhada no vídeo:

Enfim, tentar falar sobre sem contar o final é realmente um desafio que está me torturando a esse ponto. Mas de maneira geral, mesmo que você não goste de musical como gênero, se tiver a mente aberta e se permitir experimentar, pode ter a mais grata surpresa ao assistir La La Land.


Trailer

Sob o encanto de Marilyn Monroe

Uma pausa para falar, ver e pensar um pouco em Marilyn Monroe. Seja como personagem de si mesma, reinterpretada em um filme de memórias, um documentário ou mesmo na lembrança que sua imagem pode provocar.

Uma força maior do que ela talvez pudesse imaginar, mas que provavelmente faria parte do seu plano. Mais que a loira de corpo escultural e com grande apelo sexual, mais que a garota que sonhava em ser artista. Um pouco dos dois, se me permitir, mas ainda com um toque etéreo que marcou sua passagem.

Vamos conversar sobre ela…

Sete Dias Com Marilyn

Título original: My Week with Marilyn (2011)

Dirigido por: Simon Curtis

Duração: 1h 41min
Gênero: Drama/Ficção histórica
País de origem: EUA e Reino Unido
Classificação: 12 anos

Sinopse: A musa Marilyn Monroe está em Londres pela primeira vez para filmar “O príncipe encantado”. Colin Clark, o jovem assistente do prestigiado cineasta e ator Laurence Olivier, sonha apenas em se tornar um diretor de cinema, mas logo viverá um romance com a mulher mais sexy do mundo. O que começa como uma aventura amorosa mudará a vida do ainda inocente Colin e revelará uma das várias facetas de um dos maiores mitos do século XX.

*Está disponível no catálogo da Netflix


Escrivinhando sobre o filme:

A reconstrução de cenários, figurinos e mesmo o casting do filme são tão bem feitos, bem detalhados que me deixaram boquiaberta. E sem falar que Michelle Williams, mesmo não sendo tão parecida fisicamente, encarnou de tal forma a Marilyn que convence sem sombra de dúvidas. Tanto quando apresenta a personagem Marilyn Monroe que o público conhecia, quanto quando mostra um lado íntimo e vulnerável que só imaginamos a partir dos diários e cartas que vieram a público anos após sua morte.

Em entrevistas vi a Michelle Williams falando sobre essa liberdade de criar a figura, a voz da Marilyn nos seus momentos íntimos, já que a Marilyn que nós conhecemos é uma personagem estudada e criada. Achei muito interessante, esse conceito e essa liberdade que houve no filme, tão bem executado por Michelle que é crível e transborda realidade. Eu pude imaginar a Marilyn das angústias e dúvidas mil que descrevia em seus diários a falta de amor, a jovem tomada pela solidão que não conseguia se sentir completa ou realmente admirada. Tendo visto alguns documentários sobre ela e sua trajetória, fiquei encantada pelo trabalho neste filme para humanizar a garota que foi endeusada.

Além da aura que rodeava a atriz, o filme relata os problemas já conhecidos de sua rotina durante as gravações, e como as suas angústias refletiam em suas atuações. Linda e frágil se tornava cada vez mais vulnerável ao se fechar cada vez mais.

Trailer do filme:


Além deste filme, o filme/documentário Love, Marilyn é outra obra que é muito boa para se aprofundar ainda mais no universo e conhecer um pouco mais desta personagem que que povoa até os dias de hoje o imaginário e a curiosidade das pessoas.

Love, Marilyn

Dirigido por: Liz Garbus

Duração: 1h 47min
Gênero: Documentário, Filme Biográfico

Sinopse: 50 anos após sua morte, duas caixas com documentos, diários, poemas e cartas escritas por Marilyn Monroe foram encontradas. As anotações pessoais desta icônica diva do cinema mostra um novo lado da atriz, perseverante e estudiosa, que tornou-se prisioneira da própria personagem que criou. Conta com depoimentos e leituras de grandes nomes de Hollywood.

Trailer Documentário:


 

Podcast Deu Na Caixola – #03 – O Iluminado

E nesse terceiro episódio do podcast Deu Na Caixola, Claudia Poulain e Rafael Pedago trazem uma conversa sobre o clássico filme O Iluminado, do Stanley Kubrick, baseado no livro do Stephen King.

Em uma conversa solta e descompromissada, comentando um pouco do filme, do livro e das impressões de rever depois de tantos anos essa obra prima do cinema. Comparando um pouco com o livro e as atuações de Jack Nicholson  e Shelley Duvall nessa adaptação.

Vem com a gente nessa conversa, compartilhe sua opinião, mande um feedback para o podcast poder conhecer melhor quem está fazendo parte dessa história que estamos começando através do nosso Facebook do Box Of Me ou a página do podcast, nossas redes sociais estão à disposição. Assim como o nosso e-mail.

E-mail

contato@boxofme.com.br


Redes Sociais do podcast:

Indicações feitas no programa:

Moana – Um Mar de Aventuras

E como uma criança feliz, lá fomos nós ao cinema para conferir Moana e ver o que realmente tem feito as pessoas falarem e se encantarem com essa mais nova animação da Disney.

Moana – Um mar de aventuras

Título original:  Moana (2017)

Dirigido por: John Musker e Ron Clements

Duração: 1hora 53 minutos
Gênero: Animação, Família, Aventura
País de origem: Eua
Classificação: Livre

Sinopse: Moana Waialiki é uma corajosa jovem, filha do chefe de uma tribo na Oceania, vinda de uma longa linhagem de navegadores. Querendo descobrir mais sobre seu passado e ajudar a família, ela resolve partir em busca de seus ancestrais, habitantes de uma ilha mítica que ninguém sabe onde é. Acompanhada pelo lendário semideus Maui, Moana começa sua jornada em mar aberto, onde enfrenta terríveis criaturas marinhas e descobre histórias do submundo.


Escrivinhando sobre o filme:

Imagine uma animação tão bem feita que faz você ficar em choque…

Imaginou? Pois bem, assim é Moana!

Visualmente deslumbrante, com uma riqueza em detalhes que assombra. Texturas, movimentos, detalhes… tudo feito com tanta riqueza que eu mal podia acreditar. Voltei a me sentir criança, deslumbrada com tanta beleza. As músicas são lindas, as referências à cultura Maori, os Hakas, as danças são emocionantes.

A história, oque dizer? Personagem forte, carismática e que não depende de um interesse romântico para evoluir. Dessa vez a Disney acertou lindamente. Moana diverte e encanta, traz reflexões importantes, acrescenta.

Gosto das princesas clássicas, mesmo consciente de como elas representam alguns posicionamentos ultrapassados em relação à figura feminina e a posição dela na sociedade – frágil, dependente ou omissa. Desde Valente começou a mudar um pouco esse posicionamento, mesmo em enrolados há um pouco disso – ainda que em proporção menor. Mas Moana é a busca pelo auto conhecimento, reconhecimento de seu valor e a coletividade. Fala conosco em diversos níveis, por vários motivos. Ela é forte e delicada, estabanada e muito determinada, sem falar que mesmo assustada e temerosa busca sua força na estrutura familiar, no conceito de comunidade.

O interessante é que o questionamento do filme começou já na animação que precede o longa, desde ali eu já estava rendida e entregue.

Assista no cinema, vale muito o investimento. Seja com uma criança ou sozinho, você tem grande chance de se encantar também.


Trailer

 

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