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Estrelas Além do Tempo (Hidden Figures)

Sabe quando você ouve as pessoas falarem de um filme, série, livro ou seja lá o que for. E de tanto ouvir você começa a duvidar ou se perguntar dos motivos de tanto comentário? Enfim, eis um pouco do que foi com La La Land e agora com Estrelas Além do Tempo. Então vamos aproveitar o espaço e falar desse filme que chega hoje aos cinemas no Brasil. Tive a oportunidade de assistir na terça, na sessão de pré-estréia que Fox Film do Brasil disponibilizou juntamente com o Papel Pop e o Podcast Um Milkshake Chamado Wanda. Só tenho a agradecer a todos.

 

Estrelas Além do Tempo

Título original Hiden Figures (2016)

Dirigido por: Theodore Melfi

Duração: 2h07min
Gênero: Drama/Comédia dramática
País de origem: EUA

Sinopse: No auge da corrida espacial travada entre Estados Unidos e Rússia durante a Guerra Fria, uma equipe de cientistas da NASA, formada exclusivamente por mulheres afro-americanas, provou ser o elemento crucial que faltava na equação para a vitória dos Estados Unidos, liderando uma das maiores operações tecnológicas registradas na história americana e se tornando verdadeiras heroínas da nação.

 


Escrivinhando sobre o filme:

Um filme baseado em fatos reais, em mulheres reais que vão além do que as pode definir, seja por seu gênero ou pela cor de sua pele, em momentos na história americana em que a segregação era como um direito ou como algo aceitável aos olhos da lei em determinados lugares. E o mais assustador é perceber que isso tudo foi a tão pouco tempo em quesitos históricos, de uma forma geral, e até o medo que começou a surgir após essa última eleição nos EUA, com a escolha de um candidato não só controverso (para falar o mínimo) e com um discurso um tanto absurdo, mas em especial pela maioria dos seus apoiadores que apresentam posturas não só misóginas, mas principalmente preconceituosas. De forma geral, filmes assim, que nos fazem olhar para o passado são importantes para nos lembrar do quanto evoluímos e de como precisamos cuidar para não retrocedermos.

A beleza com que o filme toca nesse tema, com tanta delicadeza e sensibilidade que consegue passear entre momentos de tensão e aquele sorriso leve. O trio principal, não deixa margem para dizer algo que não seja um elogio sonoro e esfuziante. Taraji P. Henson interpretando Katherine Johnson, Octavia Spencer
como Dorothy Vaughn e Janelle Monáe como Mary Jackson nos brindam com muita emoção e uma química em tela que me faz querer rever o filme em looping eterno.

A cada conquista, em cada novo obstáculo, em toda busca que elas tiveram, foram mais do que pensavam delas – eram amigas, mulheres, esposas, mães, filhas, sonhadoras, lutadoras, mentes brilhantes, estrelas persistentes que continuaram a brilhar mesmo com tudo que o mundo poderia fazer para tentar anular todo e qualquer esforço delas.
Além de mulheres e negras e todos os preconceitos já imagináveis naquele momento, elas tinham ainda que enfrentar o preconceito de serem inteligentes e pensar além do que era permitido num mundo em que os homens delimitavam, homens brancos que não aceitavam o sucesso e a sabedoria que pudesse vir de figuras vistas como inferiores. E apesar de tudo, elas não se perderam de si mesmas, não deixaram o mundo calar a voz interior… e como dito no filme pela personagem Mary Jackson, ousaram ser as primeiras num mundo que jogava a linha de chegada cada vez mais distante de cada passo que elas alcançavam.

“Essas mulheres não reclamavam, elas se focavam e resolver.”

Um filme para ser visto, independente do seu gênero e da sua cor, idade ou motivação.

 


Trailer:

Comer Rezar Amar (filme)

Numa pausa reflexiva finalmente encarei o filme. Esperava algo e de certa forma foi um pouco do que imaginava, com uma pitada de algo a mais que falou com aqueles questionamentos internos que a gente geralmente evita.

Comer Rezar Amar

Título original: Eat Pray Love (2010)

Dirigido por: Ryan Murphy

Duração: 2h 20min
Gênero: Drama/Romance
País de origem: EUA

Sinopse: Liz Gilbert pensa que ela tinha tudo que queria na vida: uma casa, um marido e uma carreira de sucesso. Porém recém-divorciada e de frente para um momento de mudança, ela se sente confusa sobre o que é importante em sua vida. Ousando sair da sua zona de conforto, Liz embarca em uma busca de auto-descoberta que a leva à Itália, à Índia e a Bali.

*Está disponível no catálogo da Netflix


Escrivinhando sobre o filme:

A forma como você avalia o filme pode variar de acordo com o momento em que você está. Se fosse em outro momento, talvez eu também visse de outra forma e teria gostado um pouco menos. E não necessariamente a personagem da Liz tem tanto carisma que crie a ligação necessária para se apegar – mesmo sabendo que ela é inspirada numa personagem real ou mesmo com o enorme carisma da Julia Roberts – no filme em alguns momentos ficou faltando algo que desse mais profundidade à Liz. Mas no geral, os questionamentos são válidos e interessantes.

A busca por auto reconhecimento, depois de anos de se deixar definir pelos outros, pelas relações, pelo trabalho ou qualquer outra coisa que não seja o eu. E descobrir que nós somos essa mistura, somos um pouco de tudo que nos define, mas precisamos aprender a lidar com isso, respeitar e compreender.

As imagens são lindas, os lugares visitados são de tirar o ar e de querer fazer a mesma coisa – por o pé no mundo para conhecer, absorver tanta beleza, toda novidade, tanta cultura. Mas ainda me dói pensar que para uma pessoas que ficou sem nada, conseguir fazer toda aquela via sacra, seria no mínimo meio complicado no quesito de logística. Mas apesar disso, ignorando essa parte e a de não entender muito como é possível – com toda a suspensão de descrença ativada – é uma agradável sensação de embarcar com ela para para se permitir experimentar essas descobertas.

Sim, é sofrível ver o Ravier Barden encarnando um brasileiro e arranhando no português, quando temos tantos atores bons. Mas cá entre nós, quem chamaria mais público? Fez tanta diferença assim? Eu aceitei, respirei fundo e segui a viagem, no fim ficou em segundo plano essa parte – ele poderia ser de qualquer origem – o que realmente importava era a emoção e as motivações dele, mais que saber de onde ele vinha e se o ator era mesmo de lá.

No geral, um filme leve, com bons questionamentos sobre o indivíduo em sua busca por se conhecer.


Trailer:

Lista – Mais filmes para 2017

Daí você me pergunta: “Mas já não tem tantos outros filmes na sua outra lista?” E eu já peço para não me olhar feio, mas sempre tem mais, porque filme nunca é de mais.

Mais alguns filmes que chegam ainda em 2017 por aqui e que podem ser boas surpresas, ou pelos menos, podem valer uma ida ao cinema – se não chegarem a ir às telonas, vamos ter que descobrir outros modos possíveis e torcer para a distribuição ser boa.

 

1 – The book of love / The Devil and the Deep Blue Sea (ainda sem título em português)

 

Sinopse: Se sentindo incapaz de lidar com a dor de perder sua esposa recentemente, um arquiteto decide fazer amizade com uma menina introvertida e concorda em ajudá-la a construir uma jangada para atravessar o Atlântico.

Com: Jessica Biel, Maisie Williams, Jason Sudeikis

  • Pode ser clichê e batido, mas quem não se rende a um romance/drama para extravasar as emoções?

 

 

2 – Gifted (ainda sem título em português)

 

Sinopse: Frank, um homem solteiro que cria a sobrinha Mary (Mckenna Grace) em uma cidade costeira da Flórida. A garota, no entanto, é um prodígio da matemática e seu talento chama a atenção de Evelyn (Lindsay Duncan), a mãe de Frank, que tem planos que podem separar a garota do tio.

Com: Chris Evans, Mckenna Grace, Jenny Slate e Octavia Spencer

 

3 –O Zoológico de Varsóvia / The Zookeeper’s Wife

 

Sinopse: Polônia, 1939. O zoológico de Varsóvia é mantido sob o comando de Jan Zabinski e cuidados de Antonina, sua esposa. Quando o país é invadido pelos nazistas, eles são forçados a se reportar para o zoologista, Lutz Heck. Logo, Jan e Antonina começam a trabalhar com a resistência e planejam salvar centenas de vidas ameaçadas pela invasão. Baseado em fatos reais.

Com: Jessica Chastain, Daniel Brühl (Adeus Lenin e Bastardos Inglórios)

 

4 – Table 19 (ainda sem título em português)

 

Sinopse: Eloise (Anna Kendrick) deixa de ser madrinha de casamento depois de ser dispensada por torpedo pelo padrinho. Apesar disso, ela decide ir sozinha ao casamento da amiga e acaba em uma mesa de convidados aleatórios, que ela não conhece. No decorrer da festa, eles começam a conversar e Eloise começa a entender melhor cada uma daquelas pessoas.

Com: Anna Kendrick, Lisa Kudrow, Craig Robinson, Stephen Merchant

 

5 – Bingo: O Rei das Manhãs

 

Sinopse: Bingo: O Rei das Manhãs é um filme de comédia/drama brasileiro, baseado em histórias reais de um outro palhaço famoso e querido do grande público, mas por motivos de direitos autorais e outras coisas teve que ter o nome e outros detalhes modificados.

Com: Vladimir Brichta, Leandra Leal, Emanuelle Araújo, Pedro Bial

 

 

6 – Lion – Uma Jornada Para Casa / Lion

 

Sinopse: Quando tinha apenas cinco anos, o indiano Saroo (Dev Patel) se perdeu do irmão numa estação de trem de Calcutá e enfretou grandes desafios para sobreviver sozinho até de ser adotado por uma família australiana. Incapaz de superar o que aconteceu, aos 25 anos ele decide buscar uma forma de reencontrar sua família biológica.

Com: Dev Patel, Nicole Kidman, Rooney Mara, David Wenham

 

 

Mais alguma sugestão de filmes? Ou quer deixar sua opinião sobre alguns desses que listei?  Deixe um comentário!

Ele está de volta (filme)

Um filme que traz um estranhamento pela linguagem a princípio. A mistura de ficção com partes de entrevistas em um quase documentário de um povo e suas posições sobre os questões atuais e recorrentes. Não é algo novo ou inédito, lembrou um pouco a linguagem do Borat, por exemplo, mas com diferenças. Mas é realmente atordoante ver algumas posturas das pessoas entrevistadas em relação ao “personagem” Hitler. em vários momentos eu me questionei como aquela imagem não era vista como algo absurdo e impensável, e de que forma era possível rir ou sequer achar graça daquela figura. (mais…)

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