Gilmore Girls – Revisitar e Reviver

Depois de uma saga de imersão para completar minha longínqua maratona de Gilmore Girls de forma cronológica, com a cereja do bolo que seria a Temporada Especial do Netflix, vem a sensação mista de descoberta e vazio. Ter passado por toda a jornada das Gilmore, acompanhado e revisto os “dramas” mais com cara de pobre menina rica, numa cidade bucólica em que nada acontece.

Mas voltar depois de tantos anos, foi mais um exercício de reflexão do que eu poderia ter imaginado ao iniciar esse retorno. A questão do pondo de vista foi uma brincadeira de idas e vindas. Anteriormente eu tinha muito mais a referência da Rory, eu tinha a mesma idade, um pouco das mesmas dúvidas e planos de listar e calcular como tudo seria num futuro planejado, ou mesmo no que relaciona ao fator da amizade dela com a Lane, relação com a mãe. E hoje consegui me relacionar mais com o ponto de vista Lorelai – mesmo não tendo atingido o patamar pai/mãe no ciclo da vida. Mas independente disso, acho que puder repensar alguns pontos e ver por outros ângulos. E eis que descobrimos que uma das melhores partes de crescer é mudar e aprender a mudar sempre. E no fim, valeu a viagem.

Agora sobre a temporada especial revival do Netflix Gilmore Girls: A Year In The Life (Gilmore Girls: Um Ano Para Recordar), aí é preciso conversar um pouco sobre esses 4 episódios de aproximadamente 1h38min cada. Eu confesso que dei uns vários passos para trás, não li ou busquei informações sobre temas, boatos e até quem tinha confirmado do elenco. Ainda reflito se foi uma boa escolha, porque ainda assim o monstro da expectativa se formou, retroalimentou e ficou gigante. Esperava muito, e mesmo que os episódios tentassem, não respondiam ao que eu imaginado. Claro que eu não esperava algo inovador, algo fora da curva ou que fosse explodir cabeças por todos os lados. Dito isto, e apesar disto, ainda assim houve decepção.

A correria e os pulos meio doidos de tempo nas viagens da Rory para Londres – que eu deixeis de lado depois de um tempo como se fosse uma coisa meio Glória Perez e suas viagens a jato Brasil/Marrocos. Eu aceitei isso e segui, assim como aceitei boa parte das entradas desnecessárias em piadas sem graça ou com mero cunho nostálgico mas que em nada acrescentaram à trama ou à evolução dos personagens. Eu entendo que foi intencional em boa parte como um presente ou homenagem aos fãs da série que esperaram por 9 anos por esse momento. Mas ainda assim foi um pouco triste.

Momentos emocionantes valeram o revival, como a despedida ao Richard e a ligação de Lorelai para a mãe; a primeira cena de Lor e Rory juntas; o reencontro com Sookie; entre vários outros claro, mas esses três foram os meus favoritos.

Fora a expectativa não alcançada, e o misto de nostalgia e saudosismo, foi uma boa experiência no final das contas.

 

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